The Nervous System, Part 1: Crash Course A&P #8

The Nervous System, Part 1: Crash Course A&P #8

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Language: Portuguese

Type: Human

Number of phrases: 161

Number of words: 2061

Number of symbols: 10365

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Esta foi uma manhã típica para mim. Acordei pensando sobre o sonho que eu continuo tendo sobre o cara na fantasia de bicho preguiça, me vesti pois estava com frio, fiz torradas com manteiga pois estava com fome, soltei o cachorro pois ela estava chorando e olhando pra mim, e fiz chá e deixei esfriar antes de beber pois queimei minha boca ontem. Além de serem parte da minha rotina matinal, todas essas ações são exemplos do que o meu sistema nervoso faz por mim. O sonho estranho, a sensação de ar frio e chá quente, a decisão de o que colocar na torrada, ir até a porta ao ouvir o cachorro - tudo isso foi processado e executado pelos sinais elétricos e químicos que saem e entram nas células nervosas. Voce não pode subestimar a importância do sistema nervoso. Ele controla TUDO! Todos os seus órgãos, reações fisiológicas e psicológicas, até mesmo a outra grande força de controle do seu corpo, o sistema endócrino, obedecem o sistema nervoso. Você não existe sem ele. Eu não existo sem ele. Os cães não existem sem ele. Os animais também não. Nada existiria sem ele. Ele é importante. E é por isso que vamos dedicar os próximos episódios para entender os
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fundamentos do sistema nervoso - anatomia, organização, comunicação, e o que acontece quando ele é danificado. Esse é o centro de controle! Apesar de quase todos os animais - exceto os muito simples, como esponjas - terem um sistema nervoso, o nosso é provavelmente a característica mais distintiva da nossa espécie. Desde escrever romances, debater viagem no tempo, até malabarismos de facas - todos os seus pensamentos, ações e emoções podem sem reduzidos a três funções principais - entrada sensorial, integração, e saída motora. Imagine uma aranha andando no seu joelho. Os receptores sensoriais na sua pele detectam as oito perninhas - esta informação é a entrada (input) sensorial. A partir daí o seu sistema nervoso processa esse input e decide o que deve ser feito sobre isso. É o que é chamado de integração - tipo, devo ficar tranquilo, e deixar a aranha andar sobre mim, ou eu devo surtar e correr gritando "ARANHA!"? Sua mão batendo na perna para remover a aranha, e talvez o seu grito de banshee, é a saída motora - a resposta que ocorre quando o seu sistema nervoso ativa certas partes do seu corpo. Como você deve imaginar, é necessário um sistema altamente integrado para detectar, processar, e agir a partir de dados
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como esse, o tempo todo. E quando falamos sobre o sistema nervoso, estamos falando de vários níveis de organização, começando com duas partes principais: os sistemas nervosos central e periférico. O sistema nervoso central é composto de cérebro e medula espinal - o centro de controle. Foi o que decidiu remover a aranha, e deu a ordem pra sua mão. Seu sistema nervoso periférico é composto de todos os nervos que ramificam a partir do cérebro e coluna que permitem que o sistema nervoso central se comunique com o resto do corpo. E como o trabalho é comunicação, seu sistema nervoso periférico é feito para trabalhar nas duas direções: A divisão sensorial, ou aferente, é o que capta os estímulos sensoriais - tipo, "ei, tem um aracnídeo em você" - e manda essa informação para o cérebro. A divisão motora, ou eferente, é a parte que manda direções do cérebro para os músculos e glândulas - tipo, "ei, mão, que tal fazer algo sobre essa aranha". A divisão motora também inclui o sistema nervoso somático, ou voluntário, que governa o movimento do músculo esquelético, e o sistema nervoso autonômico, ou involuntário, que mantém seu coração batendo, seus pulmões respirando e seu estômago movimentando. E por fim, esse sistema nervoso autonômico também tem suas forças complementares. A divisão
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simpática mobiliza o corpo a agir, e ele fica todo animado, tipo, "Aah! ARANHA!" - enquanto a divisão parassimpática relaxa o corpo e o acalma, tipo, "não era uma viúva negra ou algo parecido; está tudo bem, respire!". Em poucas palavras, essa é a organização do sistema nervoso. Mas não importa a parte sobre a qual estejamos falando, todas elas são compostas principalmente de tecido nervoso, que, você irá se lembrar, é cheio de células. Talvez menos de 20% desse tecido é composto de espaço extracelular. O resto? Células. É provável que o tipo de célula sobre o qual você mais ouviu falar são os neurônios, ou células nervosas, que respondem a estímulos e transmitem sinais. Estas células ganham toda a atenção - são a elas que agradecemos sempre que vamos bem em uma prova, ou pensamos em uma boa resposta em uma discussão. Mas elas são uma pequena parte do seu tecido nervoso pois estão circundadas e protegidas por bandos de neuróglias, ou células da glia. Antes eram consideradas só como suportes, ou a cola que mantém os neurônios juntos, mas hoje sabemos que os nossos tipos diferentes de células da glia servem muitas outras funções importantes, e compõem cerca de metade da massa cerebral, superando os neurons em 10 para 1.
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Astrócitos têm forma de estrelas, são encontrados no seu sistema nervoso central e são as células da glia mais abundantes e versáteis. Eles ancoram os neurônios ao suprimento sanguíneo e governam a troca de materiais entre neurônios e capilares. No seu sistema nervoso central também se encontram as células da microglia - estas são pequenas e parecem espinhosas, e agem como a principal fonte de defesa imune contra microorganismos invasores no cérebro e medula espinal. Suas células ependimárias forram as cavidades no cérebro e medula espinhal, e criam, secretam e circulam fluido cérebroespinal que preenche essas cavidades e amortece esses órgãos. E finalmente, os oligodendrócitos envolvem os neurônios, produzindo uma barreira isolante camada bainha de mielina. Já no sistema nervoso periférico, há somente dois tipos de células da glia. Células satélite realizam no sistema periférico o que os astrócitos fazem no sistema central - elas cercam e suportam os corpos celulares do neuronio. Já as células de Schwann são similares aos oligodendrócitos, no sentido de envolverem os axônios e produzirem a bainha de mielina isolante. Portanto, não despreze suas células da glia - elas são a maioria das células. Mas é claro que
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quando falamos de ir bem em provas e vencer discussões, a maior parte do trabalho é feita pelos neurônios. E eles não são todos iguais - na realidade, são altamente especializados, e possuem muitos tamanhos e formas - desde pequeninos no cérebro até os que são do tamanho da sua perna. Mas todos compartilham três coisas: 1 - são algumas das células de vida mais longa do seu corpo. Há muito debate se você já nasce com todos os neurônios que vai precisar na vida, ou se, como algumas pesquisas sugerem, ao menos no córtex do seu cérebro, seus neurônios vivem tanto quando você. 2 - eles são insubstituíveis. É uma boa coisa que eles tenham essa longevidade toda, pois seus neurônios não são como as células da pele, que estão sempre se renovando. A maioria dos neurônios é amitótica, portanto, quando eles assumem seus papeis no sistema nervoso, eles perdem a habilidade de se dividir. Portanto, cuide bem deles! E 3 - eles possuem apetites enormes. Assim como um adolescente jogador de futebol, neurônios tem uma taxa metabólica muito alta. Precisam de suprimento abundante e constante de glicose e oxigênio, e cerca de 25% das calorias que você ingere a cada dia é consumido pela
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atividade cerebral. Juntamente com essas qualidades incríveis, seus neurônios também compartilham a mesma estrutura básica. A soma, ou corpo celular, é o suporte de vida do neurônio. Possui todas partes de uma célula normal, como um núcleo, DNA, mitocôndria, ribossomos e citoplasma. A estrutura que parece um arbusto se projetando da soma são os dendritos. Eles são os ouvintes - pegam mensagens, notícias, e fofocas das outras células, e levam essas informações para o corpo celular. Enquanto isso, o axônio neuronal é o conversador. Esta longa extensão, ou fibra, pode ser super curta, ou percorrer um metro inteiro, da sua coluna até o tornozelo. Nós possuímos, alguns layouts diferentes de axônio, mas no tipo mais abundante de neurônio, os axônios transmitem impulsos elétricos do corpo celular para outras células. Para nós estudantes de biologia, é uma boa coisa que as células nervosas não sejam todas idênticas. Pois diferenças de estrutura são uma das formas de diferenciação e classificação. A principal característica que procuramos é a quantidade de processos que se estendem a partir do corpo celular. Neste caso, um "processo" é uma parte saliente de uma estrutura orgânica. 99% de todos os seus neurônios são neurônios multipolares, com 3 ou mais processos saindo
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da soma - incluindo um axônio e um punhado de dendritos. Neurônios bipolares tem dois processos - um axônio e um único dendrito - se extendendo a partir de lados apostos do corpo celular. Eles são raros, encontrados somente em alguns poucos locais sensoriais especiais, como a retina do seu olho. Por outro lado, neurônios unipolares tem somente um processo, e em sua maioria são encontrados nos seus receptores sensoriais. Portanto, se um dia você se encontrar sondando o tecido nervoso de alguém, lembre-se desses 3 itens para auxiliar na identificação do que você está observando. Mas como estamos falando de fisiologia assim como de anatomia, temos que classificar estas células em termos da função delas, e isso basicamente se resume a que direção um impulso se propaga por um neurônio, em relação ao cérebro e medula espinhal. Nossos neurônios sensoriais, ou aferentes, pegam mensagens em transmitem impulsos dos receptores sensoriais na pela ou órgãos internos, e mandam eles para o sistema nervoso central. A maioria dos neurônios sensoriais é unipolar. Neurônios motores, ou eferentes, realizam o oposto - são em sua maioria multipolares, e transmitem impulsos do sistema nervoso central para os músculos e glândulas do corpo. E aí existem os interneurônios, ou neurônios de associação, que vivem no sistema nervoso central
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e transmitem impulsos entre os neurônios sensoriais e motores. Interneurônios são os mais abundantes entre os neurônios do seu corpo, e a maioria é multipolar. OK! Hora de aplicar o conhecimento! Vamos revisar tudo que aprendemos até aqui no caso da aranha no seu joelho. Primeiramente aquelas 8 perninhas ativam os seus neurônios sensoriais unipolares na pele do seu joelho, quando eles sentem algo rastejando em você. O sinal viaja por um axônio envolto em células de Schwann até a medula espinal, onde é repassado para vários interneurônios mutipolares. Agora, alguns desses interneurônios podem mandar o sinal diretamente para um punhado de neurônios multipolares no músculo do seu quadríceps na perna, resultando em você chutar com sua perna antes mesmo de saber o que está acontecendo. Outros interneurônios passarão aquele sinal para neurônios que o carregarão pela medula espinal para o cérebro. É aí que o seu corpo reconhece pela primeira vez aquela coisa como uma aranha, e as conexões entre os neurônios interpretam e dividem o sinal para que você possa gritar, e começar a balançar os braços... ou... permanecer calmo e, com dignidade, remover a aranha da sua pessoa. É tudo baseado nas conexões entre os neurônios. O que me leva a uma nova pergunta: Como?
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Como, pelo nome de Jean-Martin Charcot, as células nervosas usam química e eletricidade para se comunicarem? É um dos aspectos mais estupidamente incríveis e complicados do seu sistema nervoso, e basicamente de toda a vida, e é o que veremos na próxima aula. Hoje você aprendeu como input sensorial, integração e output motor do sistema nervoso basicamente governam o seu mundo. Falamos sobre como os sistemas central e periférico se organizam, e o que fazem, e vimos o papel de diferentes células da glia no funcionamento do tecido nervoso. Também vimos o papel, anatomia e função de tipos de neurônios no corpo, tanto estruturalmente e funcionalmente, e como tudo funciona quando você encontra uma aranha andando pela sua pele. Obrigado por assistir, especialmente ao nossos assinantes do Subbable, que tornam o Crash Course possível para eles e o resto do mundo. Para ver como você pode apoiar, acesse subbable.com Este episódio foi escrito por Kathleen Yale, o script foi editado por Blake de Pastino, e o nosso consultor foi o Dr. Brandon Jackson. Foi dirigido por Nicholas Jenkins e Michael Aranda, e o time gráfico é o Thought Café.

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