Yuval Noah Harari: How to Survive the 21st Century- Davos 2020

Yuval Noah Harari: How to Survive the 21st Century- Davos 2020

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Language: Portuguese

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Primeiro, eu vou me apresentar. Eu sou Orita Gadiesh- a ordem ali engana um pouco. Eu sou a presidente da Bain&Company, sejam bem-vindos à seção sobre como sobreviver ao século XXI. Começo dizendo que este não é um novo tópico e menciono que, dezoito anos atrás, Martin Rees, astrofísico britânico da Royal Society, publicou um livro sobre este tópico e ele deu à civilização uma chance de 50% de sobreviver o século XXI. Ele publicou outro livro este ano - - na verdade ano passado - - e suas preocupações só cresceram. Ele citou tecnologia e catástrofes naturais como motivos. Agora, tendo mais de 30 anos, é bem pouco provável que irei sobreviver o século XXI. E alguns dias, principalmente quando ouço sobre os incêndios na Austrália, aqui temos exemplos de uso de dados para manipular-nos oficialmente, me sinto um pouco feliz. Mas temo que as próximas gerações testemunharão coisas horríveis. Mas talvez não, principalmente se começarmos a tratar seriamente os problemas existenciais que passaram a se destacar.
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Temos conosco hoje Yuval Noah Harari, o autor de três best-sellers, o último “21 lições para o século 21”. Ele é um historiador e filósofo. Ele pensou bastante a respeito de três desafios existenciais: guerra nuclear, colapso ecológico e tecnologia disruptiva. Também temos conosco Mark Rutte, também historiador. Ele tem sido o primeiro-ministro da Holanda por 10 anos. Em 2019, o Relatório de Concorrência do Fórum Econômico Mundial categorizou a Holanda como o quarto país globalmente e primeiro na Europa. É um bom boletim para uma nação com desafios difíceis que são relevantes ao nosso tópico hoje. Como muitos de vocês sabem, aproximadamente um terço do país está debaixo da linha do mar. Os holandeses são famosos por seus diques, e também pelo menino que fechou o vazamento de um desses diques até que ajuda chegasse. Não existe um número suficiente de meninos para fechar as ameaças que nos rodeam atualmente.
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Mas talvez possamos aprender algo de tanta devoção a um bem comum... Para começar, Yuval compartilhará um pouco de seu pensamento. [Harari] Obrigado. Então... Olá, pessoal. Espero que estejam me ouvindo bem, se não só deem um sinal. Este ano entramos na terceira década do século 21. A humanidade enfrenta tantos problemas e questões, que é bem difícil saber no que nos focar. Então gostaria de utilizar os próximos 20 minutos para nos ajudar a focar. De todas as questões que enfrentamos, três problemas representam desafios existenciais para nossa espécie. Esses três desafios existenciais são: guerra nuclear, colapso ecológico e tecnologia disruptiva. Nós deveríamos focar neles. Guerra nuclear e colapso ecológico são ameaças familiares, então deixe-me gastar algum tempo explicando a ameaça menos conhecida
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representada por tecnologia disruptiva. Em Davos, ouvimos tanto sobre as grandes promessas da tecnologia, e essas promessas são certamente reais, mas a tecnologia também pode prejudicar a sociedade humana e o próprio significado da vida humana de várias maneiras, desde a criação de uma classe global inútil ao surgimento do colonialismo de dados e ditaduras digitais. Primeiro, podemos enfrentar convulsões sociais e econômicas. Automação em breve eliminará milhões e milhões de empregos, e enquanto novos empregos certamente serão criados, não está claro se as pessoas serão capazes de aprender as novas habilidades necessárias rápido o suficiente. Suponha que você é um caminhoneiro de 50 anos de idade, e você acaba de perder seu emprego para um veículo automático.
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Agora, existem novos empregos, como engenharia de softwares ou ensinar yoga para engenheiros. Mas como um caminhoneiro de 50 anos se reinventa como engenheiro de software ou como professor de yoga? E as pessoas precisarão fazer isso não só uma, mas várias vezes durante suas vidas, porque a revolução da automatização não será um único momento crítico a partir do qual o mercado atingirá um novo equilíbrio. Ao invés disso, será uma cascata de rupturas cada vez maiores. Porque a inteligência artificial não está nem próxima de seu potencial total. Todos os empregos desaparecerão, novos empregos surgirão. Mas então os novos empregos rapidamente mudarão e desaparecerão. Enquanto que no passado a humanidade precisou lutar contra a exploração, no século 21 sua real luta será contra a irrelevância.
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E é bem pior ser irrelevante que ser explorado. Aqueles que falharem na luta contra irrelevância se tornarão uma nova classe inútil. Pessoas que são inúteis não do ponto de vista de seus amigos e familiares, mas inúteis do ponto de vista do sistema político-econômico. E essa classe inútil será separada de uma elite cada vez mais poderosa por uma clivagem cada vez maior. A revolução da inteligência artificial pode criar uma desigualdade sem precedentes. Não apenas entre classes, mas também entre países. No século 19, uns poucos países, como Reino Unido e Japão, se industrializaram primeiro. E eles passaram a dominar e explorar a maior parte do mundo. Se não formos cuidadosos, a mesma coisa ocorrerá no século 21 com a inteligência artificial.
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Nós já estamos no meio de uma corrida armamentista da inteligência artificial, com China e EUA liderando a corrida e a maioria dos países deixados para trás. A não ser que façamos algo para distribuir os benefícios e poderes da IA para todos os humanos, a IA provavelmente criará uma riqueza imensa em alguns poucos centros de alta tecnologia, enquanto que outros países ficarão falidos ou se tornarão colônias de dados exploradas. Não estamos falando de um cenário de ficção-científica de robôs se rebelando contra humanos. Estamos falando de uma IA mais primitiva que é suficiente para perturbar o equilíbrio mundial. Apenas pense no que acontecerá a economias em desenvolvimento quando for mais barato produzir têxteis ou carros na Califórnia do que no México.
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E o que acontecerá às políticas em seu país em 20 anos quando alguém em São Francisco ou Pequim sabe todo o histórico pessoal e médico de todo político, todo juiz e todo jornalista em seu país, incluindo suas indiscrições sexuais, suas fraquezas mentais e seus acordos corruptos? Este ainda será um país independente? Ou se tornará uma colônia de dados? Quando se tem dados o suficiente, não precisa enviar soldados para controlar um país. Além da desigualdade, o outro grande perigo que enfrentamos é o surgimento de ditaduras digitais que monitorarão todos a todo momento. Este perigo pode ser demonstrado na forma de uma simples equação, a qual acredito ser a equação definitiva da vida no século 21.
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“B” vezes “C” vezes “D” é igual a “A”. O que significa, conhecimento biológico multiplicado por poder computacional multiplicado por dados, é igual à habilidade de hackear humanos. Se você sabe biologia suficiente, e você tem poder computacional e dados suficientes, você pode hackear meu corpo, meu cérebro e minha vida. E você pode me entender melhor do que entendo a mim mesmo. Você pode saber meu tipo de personalidade, minhas inclinações políticas, minhas preferências sexuais, minhas fraquezas mentais, meus mais profundos temores e sonhos. Você sabe mais sobre mim do que eu mesmo. E você pode fazer isso não só a mim, mas a todo mundo. Um sistema que nos entende melhor do que nós mesmos pode prever nossos sentimentos e decisões, pode manipular nossos sentimentos e decisões, e pode, em última instância, tomar decisões por nós.
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No passado, muitos tiranos e governos queriam fazer isso, mas ninguém entendia biologia bem o suficiente, e ninguém tinha poder computacional e dados suficientes, para hackear milhões de pessoas. Nem a Gestapo, nem a KGB podiam fazer isso. Mas em breve, pelo menos algumas empresas e governos serão capazes de hackear sistematicamente todas as pessoas. Nós humanos deveríamos nos acostumar com a ideia de que não somos mais almas misteriosas. Agora somos animais hackeáveis. É isto que somos. O poder de hackear humanos pode, é claro, ser usado para o bem, como para promover uma saúde muito melhor. Mas se esse poder cair nas mãos de um Stalin do século 21, o resultado será o pior regime totalitário na história da humanidade. E já temos alguns candidatos para a posição de Stalin do século 21.
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Apenas imagine a Coreia do Norte em 20 anos, onde todos devem usar uma pulseira biométrica que monitora constantemente sua pressão, seus batimentos cardíacos, sua atividade cerebral… 24 horas por dia. Você ouve um discurso do grande líder no rádio e eles sabem o que você realmente sente. Você pode bater palmas e sorrir, mas se você estiver bravo, eles sabem - e você estará no gulag no dia seguinte. E se permitirmos o surgimento de tais regimes de vigilância total não pense que os ricos e poderosos em lugares como Davos estarão a salvo. Pergunte a Jeff Bezos. Na URSS de Stalin, o Estado monitorava membros da elite comunista mais do que qualquer outra pessoa. O mesmo acontecerá em futuros regimes de vigilância total. Quanto mais alto estiver na hierarquia, mais você será vigiado. Você quer que seu CEO ou presidente saibam o que você realmente pensa sobre eles?
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Então, é do interesse de todos os humanos, inclusive da elite, prevenir o surgimento dessas ditaduras digitais. No meio tempo, caso você receba uma mensagem de Whatsapp suspeita de um príncipe, não abra. Mesmo que impeçamos o estabelecimento de ditaduras digitais, a habilidade de hackear humanos pode ainda diminuir o significado de liberdade humana. Porque, como humanos, dependeremos cada vez mais da IA para tomar decisões por nós. A autoridade passará dos humanos para algorítimos. E isso já está acontecendo. Hoje em dia, bilhões de pessoas confiam no algorítimo do Facebook para nos contar novidades. O algorítimo do Google nos conta o que é verdade, Netflix nos conta o que assistir. E os algorítimos da Amazon e de Alibaba nos conta o que comprar. No futuro não tão distante, algorítimos similares podem nos contar onde trabalhar e quem casar,
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e mesmo decidir se nos contratam para um emprego, nos dão empréstimos, e se o banco central deveria aumentar a taxa de juros. E se você perguntar por quê você não recebeu um empréstimo, ou por quê o banco não aumentou a taxa de juros, a resposta sempre será a mesma: Porque o computador diz que não. E já que o cérebro humano limitado não tem conhecimento biológico, poder computacional e dados suficientes, os humanos simplesmente não serão capazes de entender as decisões do computador. Então mesmo em países supostamente livres, os humanos perderão controle sobre suas vidas e a habilidade de entender políticas públicas. Já agora, quantos humanos realmente entendem o sistema financeiro? Talvez 1%, sendo bem generoso. Daqui a duas décadas, o número de humanos capazes de entender o sistema financeiro será exatamente zero.
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Nós humanos estamos acostumados a pensar na vida como o drama de tomar decisões. Qual será o significado da vida humana quando a maioria das decisões são tomadas por algorítimos? Não temos nem modelos filosóficos para entender tal existência. A barganha usual entre filósofos e políticos é que filósofos têm muitas ideias fantásticas, e políticos pacientemente explicam que eles não tem os meios para implementar essas ideias. Agora estamos em uma situação oposta. Estamos diante de uma falência filosófica. A dupla revolução de tecnologia da informação e biotecnologia agora dão a políticos e empresários os meios para criar o paraíso ou o inferno, mas os filósofos têm dificuldade em conceituar como o novo paraíso e o novo inferno serão. E essa é uma situação muito perigosa.
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Se falharmos em conceituar o novo paraíso rápido o suficiente, podemos ser levados facilmente por utopias ingênuas. E se falharmos em conceituar o novo inferno, podemos ficar fechados nesse estado sem nenhuma saída. Finalmente, a tecnologia pode prejudicar não apenas nossa economia, política e filosofia, mas também nossa biologia. Nas próximas décadas, a IA e a biotecnologia nos transformarão em deuses, capazes de reinventar a vida e até criar formas de vida completamente novas. Depois de 4 bilhões de anos de vida orgânica, moldada pela seleção natural, estamos prestes a entrar em uma nova era de vida inorgânica moldada por design inteligente. Nosso design inteligente será o novo impulso para evolução da vida. E ao utilizar nossos novos poderes divinos de criação, podemos cometer erros na escala cósmica.
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Particularmente, governos, corporações e exércitos são prováveis de utilizar tecnologia para melhorar habilidades humanas que precisam, como inteligência e disciplina, negligenciando outras habilidades, como compaixão, sensibilidade artística, espiritualidade… O resultado pode ser uma raça de seres humanos que são muito inteligentes e disciplinados, mas que não sentem compaixão, não tem sensibilidade artística e sem profundidade espiritual. É claro, isto não é uma profecia. Estas são apenas possibilidades. Tecnologia nunca é determinística. No século 20, as pessoas usaram tecnologia industrial para construir tipos bem diferentes de sociedades, ditaduras fascistas, regimes comunistas, democracias liberais. A mesma coisa ocorrerá no século 21. A IA e biotecnologia certamente transformarão o mundo, mas podemos usá-las para criar tipos bem diferentes de sociedades.
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E se você está com medo de algumas das possibilidades que mencionei, você ainda pode fazer algo a respeito. Mas para fazer algo efetivamente, precisamos de cooperação global. Todos os três desafios existenciais que enfrentamos são problemas globais que demandam soluções globais. Toda vez que um líder diz algo como, “Meu país primeiro” devemos lembrar a esse líder que nenhuma nação pode impedir a guerra nuclear ou parar o colapso ecológico sozinha. E nenhuma nação pode regular IA e biotecnologia sozinha. Quase todo país dirá, “Ei, não queremos construir robôs assassinos ou geneticamente modificar bebês humanos, nós somos os mocinhos. Mas não podemos confiar que nossos rivais não farão isso. Então precisamos fazer isso primeiro.” Se permitirmos que essa corrida armamentista se desenvolva nos campos de IA e bioengenharia,
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não importa quem vai ganhar a corrida. A humanidade será a perdedora. Infelizmente, quando a cooperação global é mais necessária que nunca, alguns dos líderes dos países mais poderosos do mundo estão deliberadamente enfraquecendo a cooperação global. Líderes como o presidente dos EUA nos dizem que há uma contradição inerente entre nacionalismo e globalismo, e que devemos escolher nacionalismo e rejeitar o globalismo. Mas esse é um erro perigoso. Não há contradição entre nacionalismo e globalismo, porque nacionalismo não é odiar estrangeiros. Nacionalismo significa amar seus compatriotas. E no século 21, para proteger a segurança e o futuro de seus compatriotas, você precisa cooperar com estrangeiros. Então, no século 21, bons nacionalistas também devem ser globalistas.
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Globalismo não significa estabelecer um governo global, abandonando todas as tradições nacionais, ou abrindo suas fronteiras para migração ilimitada. Antes, globalismo significa um comprometimento com algumas regras globais. Regras que não negam as singularidades de cada nação, mas apenas regulam as relações entre nações. E um bom modelo disso é a copa do mundo de futebol. A copa do mundo é uma competição entre nações, e as pessoas costumam demonstrar uma lealdade ferrenha a seus times nacionais. Mas ao mesmo tempo, a copa do mundo é também uma incrível demonstração de harmonia global. A França e a Croácia não podem jogar futebol, a não ser que franceses e croatas concordem com as mesmas regras de jogo. E isso é o globalismo em ação. Se você gosta da copa do mundo, você já é um globalista. Espera-se que as nações possam concordar com regras globais não só para o futebol,
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mas também para impedir o colapso ecológico, regulamentar tecnologias perigosas, e diminuir desigualdade mundial. Como ter certeza, por exemplo, de que a IA beneficia trabalhadores têxteis do México e não só engenheiros de software americanos. É claro, isso será muito mais difícil do que futebol, mas não impossível. Porque o impossível, Bem... Nós já fizemos o impossível. Nós já escapamos da selva violenta na qual humanos viveram por toda História. Por milhares de anos, humanos viveram sob a lei da selva numa condição de guerra constante. A lei da selva dizia que, para cada dois países próximos, há um possível cenário de que entrarão em guerra no ano seguinte. Sob esta lei, a paz era apenas a ausência temporária de guerra.
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Quando havia paz entre, digamos, Atenas e Esparta, ou França e Alemanha, isso queria dizer apenas que, naquele momento, não estavam em guerra. Mas no próximo ano, podem estar. E por milhares de anos, as pessoas assumiram que era impossível escapar a essa lei. Mas nas últimas décadas, a humanidade conseguiu fazer o impossível, quebrar a lei, e escapar da selva. Nós construímos a ordem liberal global baseada em regras que, apesar de suas muitas imperfeições, criou a era mais próspera e pacífica da História humana. O próprio significado da palavra “paz” se modificou. “Paz” não significa mais só a ausência temporária de guerra. "Paz" agora significa a improbabilidade de guerra. Existem muitos países no mundo que simplesmente não consegumos imaginar entrando em guerra com outros no próximo ano,
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como França e Alemanha. Ainda há guerra em algumas partes do mundo. Eu venho do Oriente Médio, então, acredite, sei isso muito bem. Mas isso não deve nos cegar para o quadro global em geral. Vivemos em um mundo no qual a guerra mata menos pessoas do que o suicídio, e a pólvora é muito menos letal que o açúcar. A maioria dos países, com algumas exceções como a Rússia, nem mesmo fantasiam sobre dominar e anexar seus vizinhos. E é por esse motivo que a maioria dos países podem gastar por volta de 2% de seu PIB em defesa nacional, enquanto gastam muito mais em educação e saúde. Isto não é uma selva. Infelizmente, nos acostumamos tanto com essa situação maravilhosa, que não a valorizamos e estamos ficando extremamente imprudentes. Ao invés de fazermos tudo que podemos para reforçar a frágil ordem global,
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países têm a neglicenciado e até mesmo diminuído deliberadamente. A ordem global é agora como uma casa que todos habitam, e ninguém conserta. Ela pode aguentar por mais alguns anos, mas, se continuarmos assim, ela irá colapsar, e estaremos de volta na selva da guerra constante. Esquecemos como essa situação era, mas acredite em mim como historiador, você não quer voltar lá. É muito pior do que você imagina. Sim, nossa espécie evoluiu nessa selva, e viveu e até prosperou lá por milhares de anos. Mas se voltarmos para lá agora, com as novas poderosas tecnologias do século 21, nossa espécie provavelmente será aniquilada. Claro que, mesmo que desapareçamos, não será o fim do mundo, algo vai continuar a existir. Talvez os ratos vão eventualmente dominar o mundo e reconstruir a civilização.
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Talvez, então, os ratos aprenderão com nossos erros. Mas espero muito que possamos contar com os líderes reunidos aqui, e não com os ratos. Obrigado.

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