Suez Crisis Part 2 of 2

Suez Crisis Part 2 of 2

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Language: Portuguese

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00:01
Em julho de 1956, o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser anunciou a nacionalização da Companhia Canal de Suez. Os egípcios tomariam conta desta estratégica hidrovia, que conecta a Europa a Ásia, com efeito imediato. A Grã-Bretanha e a França dependiam do canal para seus recursos de óleo provenientes do Oriente Médio, que alimentavam suas economias. Para eles, Nasser era uma ameaça - um ditador intencionado a unir o mundo árabe contra eles, e destruir sua influência no Oriente Médio e África Setentrional, usando o controle do canal como uma arma contra eles. A Grã-Bretanha e a França, secretamente, concordaram em forçar uma mudança de regime no Egito - uma intervenção militar conjunta para depor Nasser, e reafirmar suas posições como potências globais.
01:11
Mas não foi a Grã-Bretanha ou a França que atacaram Nasser primeiro...foi Israel. No dia 29 de outubro, paraquedistas israelenses pousaram no Sinai, tomando controle da estratégica passagem Mitla, abrindo o caminho para a invasão de tropas terrestres. Na ONU, Israel insistiu que agia em legítima defesa, contra os ataques de lutadores palestinos conhecidos como Fedayin, que operavam a partir de bases na Faixa de Gaza e no Sinai. Mas não haviam bases Fedayin no Sinai.
02:19
Grã-Bretanha e França, alegando agir em nome da comunidade internacional, emitiu um ultimato a ambos os lados: parem de lutar em até 12 horas, e recuem todas suas forças a 16 km do Canal de Suez - ou ambos interveriam para forçar o seu cumprimento. O Egito estava sendo ordenado a abandonar o Canal e o Sinai. Israel aceitou os termos; Nasser recusou. Então, no dia 31 de outubro, aviões britânicos e franceses, decolando de porta-aviões no Mediterrâneo, e bases no Chipre e Malta, começaram a bombardear bases aéreas egípcias, defesas aéreas e infraestrutura. Mas nem tudo era como aparentava.
03:24
O primeiro-ministro israelense David Ben Gurion estava considerando um ataque no Egito há vários meses. Ele foi encorajado por Moshe Dayan, o comandante linha-dura das forças armadas israelenses. Nasser, como todos os líderes dos Estados árabes, não reconheciam Israel como um Estado legítimo: ao receber armas modernas da Tchecoslováquia, ele foi visto como uma ameaça potencial a sobrevivência de Israel. Também estavam determinados a encerrar o bloqueio egípcio no Estreito de Tiran, que impedia que Israel acessasse o Mar Vermelho, além de limitar oportunidades comerciais. A França queria se aliar aos israelenses para se livrar de Nasser. Mas o primeiro-ministro britânico Sir Anthony Eden tinha reservas em ser visto como o agressor. Então os franceses tiveram uma ideia...
04:25
Em Sèvres, perto do Paris, representantes britânicos, franceses e israelenses se encontraram secretamente para planejar a guerra: Israel invadiria o Egito - permitindo à Grã-Bretanha e à França, fingindo serem pacifistas, a emitir um ultimato, que sabiam bem que só Israel aceitaria. Então, afirmando agir como protetores do canal, invadiriam o Egito, e derrubariam Nasser - embora não tivessem planos para o que fazer depois que o removessem. Levaria anos para que todos os detalhes da conspiração viessem a luz. No dia 5 de novembro, após uma semana de bombardeio, e com as tropas israelenses vencendo a batalha no Sinai, paraquedistas britânicos e franceses pousaram em alvos ao redor do Porto Said e Porto Fuad, na foz do Canal de Suez.
05:38
Uma vez no chão, eles rapidamente tomaram controle das bases aéreas e principais infraestruturas egípcias. Na manhã seguinte, sob a cobertura de ataques aéreos e bombardeio naval, iniciou-se o desembarque dos britânicos e franceses. Por todo o dia houveram violentos conflitos urbanos. Mas os egípcios estavam excessivamente desequipados, e a batalha provou-se desequilibrada. Cerca de 600 soldados e policiais egípcios foram mortos - as mortes britânicas e francesas totalizaram apenas 26. Civis egípcios sofreram ainda mais - cerca de mil perderam suas vidas, e muitos outros ficaram desabrigados graças aos ataques aéreos e de artilharia. Ao final do dia, os britânicos e franceses estavam em controle.
06:40
Mas não podiam prevenir os egípcios de sabotarem o canal de Suez. Eles afundaram navios no canal, bloqueando e inutilizando-o por vários meses. Não era difícil de perceber que os britânicos, franceses e israelenses estavam operando juntos - e nas Nações Unidas a opinião internacional rapidamente virou contra eles. Pela primeira vez, os EUA e a URSS uniram-se em condenação - o premiê soviético Nikita Khrushchev chegou a ameaçar Paris e Londres com ataques de foguetes.
07:41
O presidente Eisenhower achou que a invasão não tinha justificação moral ou legal. E estava furioso com seus aliados britânicos por não ter o consultado. "Os governos britânico e francês emitiram um ultimato de 12 horas a Israel e ao Egito seguido por um ataque armado contra o Egito. Os EUA não foram consultados de nenhuma forma sobre qualquer fase destas operações, nem foram informados previamente. Assim como é o direito manifesto de qualquer uma destas nações de tomar tais ações é, igualmente, o nosso direito de, caso o nosso julgamento dite, pois nós não aceitamos o uso da força como um instrumento sábio ou próprio para a resolução de disputas internacionais." Eisenhower queria que a atenção internacional focasse na Hungria, onde tropas soviéticas estavam oprimindo duramente uma insurreição popular.
08:45
No entanto, a intervenção imprudente dos britânicos e franceses iria, provavelmente, aproximar os Estados árabes da União Soviética. No conselho de segurança da ONU, a Grã-Bretanha e a França vetaram resoluções que criticavam o ataque de Israel no Egito, ou sua própria intervenção. Mas com ambas super-potências condenando seus ataques, eles agora encaravam um voto da Assembléia Geral, e a ameaça de sanções da ONU. A economia britânica estava fragilizada antes da crise começar. Agora, temores no mercado causaram uma forte queda da moeda britânica, ameaçando um desastre econômico. Somente um enorme empréstimo do FMI poderia salvar a Grã-Bretanha, mas Eisenhower
09:47
bloqueou qualquer ajuda do fundo até a Grã-Bretanha concordar com um cessar fogo no Egito apoiado pela ONU. Eden, ao encarar crescente oposição internacional, doméstica e do próprio governo, tinha poucas opções. Dois dias depois do desembarque de tropas britânicas no Egito, eles anunciaram um cessar-fogo... Os franceses, abandonados por seu aliado, não tiveram escolha, senão fazer o mesmo. Alguns dias depois, as primeiras tropas de paz da ONU, de origem dinamarquesa, chegaram no Egito para substituir os britânicos e franceses. Enquanto reembarcavam em seus navios para retornar - a operação foi tratada como
10:50
um "trabalho bem feito" - mas na verdade, Suez foi um fiasco humilhante. A liderança política fora imprudente, os objetivos militares confusos - e assim que a pressão internacional cresceu, os britânicos não tiveram escolha senão abortar a missão. Naquele inverno, sob intensa pressão americana, as forças israelenses também recuaram do Sinai. A crise do Suez forçou a Grã-Bretanha e a França a aceitarem o fato de que eram potências secundárias. Não poderiam mais agir como quisessem no cenário internacional, sem antes consultarem os Estados Unidos. A lição aprendida pelos britânicos fora de nunca mais prejudicar sua chamada "relação
11:51
especial" com a América. Para a França, a lição fora de que a Grã-Bretanha e a América eram aliados não confiáveis, e seus interesses seriam melhor servidos aproximando-se da Europa. Israel conseguiu alguns objetivos - incluindo a abertura do Estreito de Tiran para seus navios - mas com Nasser ainda no poder, um futuro conflito com o Egito e outros vizinhos árabes era quase certo: a guerra do Sinai provou ser uma prévia para a mais decisiva "Guerra do Seis Dias", combatida uma década depois. A carreira e saúde do primeiro-ministro britânico Sir Anthony Eden estavam arruinadas. Ele renunciou, mas não antes de mentir ao parlamento sobre seu conhecimento a respeito do acordo secreto com Israel. "...Desejo ao meu sucessor boa sorte. Boa sorte a todos. Adeus."
13:05
O presidente Nasser, tratado como o herói do mundo árabe por ter encarado os imperialistas europeus tinha, na verdade, sido salvo pelos EUA e a intervenção da ONU. Mas suas reformas modernizadoras, liderando a causa árabe, e opondo-se a intervenção estrangeira, significa que sua memória ainda é reverenciada por árabes em todo o Oriente Médio. O impacto da crise de Suez na América foi talvez a mais longeva. O colapso do prestígio britânico e francês entre as nações árabes significou que os EUA teriam que liderar a oposição à expansão soviética no Oriente Médio, e assegurar os suprimentos ocidentais de petróleo. A crise do Suez aceleraria o envolvimento americano nesta região... As consequências
14:10
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