Why is Cats?

Why is Cats?

SUBTITLE'S INFO:

Language: Portuguese

Type: Human

Number of phrases: 804

Number of words: 9281

Number of symbols: 43735

DOWNLOAD SUBTITLES:

DOWNLOAD AUDIO AND VIDEO:

SUBTITLES:

Subtitles prepared by human
00:01
Eu ouvi tudo e disse "Andrew, há algo que eu não tenha compreendido? Isso é sobre a Rainha Victoria - ela é o gato principal, Disraeli e Gladstone são outros gatos e então há, você sabe, gatos pobres, há algo que eu não tenha entendido? e ele fez uma longa pausa terrivelmente dolorosa e disse "Hal, é sobre gatos" E nós nunca discutimos sobre isso de novo "Por quê Cats?" Criado por Lindsay Ellis + Angelina Meehan Em 2012, O crítico gastrônomico do New York Times, Pete Wells, publicou uma análise do restaurante gigante aberto pela personalidade da Food Network e lata de Bud Light Lime humana Em cheio. (risos). Em Cheio! Guy Fieri, chamado Cozinha e Bar Americano do Guy Fieri, localizado apropriadamente do outro lado da rua do Teatro Majestic, que naquele momento estava apresentando
01:03
o Fantasma da Ópera na Broadway há quase 25 anos E enquanto oito anos depois nós chegamos ao momento em que decidimos que o Guy Fieri é não só alimento excelente de memes e também bom agora As pessoas xingam esse cara o tempo todo e, pelo que eu saiba, tudo que ele fez foi seguir os seus sonhos 2012 era um tempo diferente e a análise do Wells não pegou leve. "Guy Fieri, você já comeu no seu restaurante novo, no Times Square? O pânico agarrou a sua alma, enquanto você observava a loucura do menu, onde adjetivos e substantivos doidos correm soltos? Quando você viu o hamburger descrito como "Mistura personalizada, 100% natural, hamburguer LaFrieda de black angus da Creekstone Farm ATCP ( alface, tomate, cebola + picles), QSD (queijo-super-derretido) com um molho de burro lambuzante em um brioche com manteiga de alho A sua mente tocou o vácuo por um momento? Ei, você provou aquela bebida azul, aquela que brilha como lixo nuclear? A margarita de melancia? Tem alguma ideia porque tem gosto de uma combinação de fluido refrigerante e formaldeído? De verdade, o que está acontecendo nesse novo restaurante seu? E numa maneira que críticas de comida raramente fazem, o artigo do Wells
02:09
estourou e ficou viral, com todo mundo compartilhando nas timelines do Facebook e Twitter, celebrando a épica destruição de Guy Fieri aquele imbecil platinado bronzeado demais, por um dos jornais mais amplamente circulados no mundo, e enquanto a curiosidade com o lixo é uma tradição consagrada pelo tempo desde que a civilização existe a comodificação da nossa necessidade de ver o lixo ser eviscerado pela Intelligentsia crítica se transformou em uma indústria que vem evoluindo cada vez mais. Uma pessoa pode, afinal, facilmente elevar o seu status online com uma oportuna destruição Não há humidade na galáxia! Essa não é a Terra, falso! E com a abominável adaptação de Tom Hooper, em 2019, do musical do mesmo nome, de Andrew Lloyd Webber, havia sangue na água. Assistir CATS é como tropeçar em um profano e até o momento desconhecido gênero de pornô. Toda as vezes que esses demônios peludos excitados bebiam leite e começavam a gemer, eu tinha certeza que O FBI ia começar uma operação no cinema. Feliz em reportar que Cats é tudo o que vocês esperavam e mais: um fiasco hipnotizante de tão feio, que faz parecer que o seu cérebro está sendo devorado por um parasita
03:15
Uma experiência tão estressante que, honestamente, me causou uma enxaqueca Alguém pode fazer um filme tão ruim que a Academia retira o seu Oscar de Melhor Diretor? Perguntando por um Tom Hooper. Quando eu saí do cinema, eu não tinha mais certeza como um gato real se parecia. Avaliar Cats como bom ou ruim é o eixo completamente errado de observação. É, com todo afeto, uma monstruosidade. Eu não gosto muito de gatos e, depois de assistir a esta francamente assustadora adaptação cinematográfica de Cats do Andrew Lloyd Webber, eu não tenho certeza se gosto de filmes também. Finalmente, uma geração totalmente nova vai descobrir que o musical Cats são duas horas de híbridos humanos-felinos sem e genitais tendo sexo sem tocar e implorando pela morte via canções Cats é a pior coisa a acontecer aos gatos desde os cachorros. Cats é puro combustível de pesadelos. Os dejetos da Ilha do Dr Moreau fazendo um show é ruim o suficiente, mas adicione a isso mais cenas de virilha do que um filme do Michael Bay e todo trocadilho imaginável... E isso ainda não vai te preparar para o inferno que são as caras de crianças editadas, por efeitos especiais, em ratos.
04:18
Maioritariamente, Cats é tanto um horror quanto um teste de resistência, despacho de algum submundo mergulhado em néon, em que o amedrontador é inextricável do tedioso Eu senti a luz em mim lentamente desaparecer. Oh Deus, meus olhos Você é cego quando nasce? Você pode ver no escuro? Eu fui uma das primeiras pessoas a assistir "Cats: o filme: o musical", umas 24 horas após o filme estar terminado, se formos acreditar no Tom Hooper, e não porque eu sou a maior stan de Cats do mundo ou porque eu sou assim tão importante, foi porque eu implorei à minha amiga que foi convidada à visualização da crítica a me deixar ser a sua acompanhante miau miau miau Veja, depois de semanas me divertindo com a pura loucura não intencional que foi o trailer, eu estava feliz em ser dos primeiros. Eu peguei as minhas orelhas de gatos oferecidas, nos deram tatuagens de gato temporárias e champanhe de Cats, presumivelmente para ajudar a apagar aquilo que estávamos prestes a ver e nós nos sentamos para a experiência de uma vida toda.
05:22
Havia dois tipos de pessoas na sessão: aquelas que eram familiares com Cats de Andrew Lloyd Webber e aqueles que até o momento viviam em feliz ignorância. Miau Eu estava, de fato, entre duas dessas pessoas - à minha esquerda, sentava Angie Han, crítica do Mashable.com e que não sabia p*rra nenhuma sobre Cats e à minha direita sentava Emily VanDerWerff, crítica da Vox.com e a pessoa que eu persuadi a me levar e que, como eu, é familiar com Cats A Emily passou a maior parte do filme mais ou menos com essa cara e a Angie passou o filme todo fazendo essa cara. Ambas adoraram a experiência, só para constar. Talvez não o filme por si só mas definitivamente a experiência.. LEEEEEITE! Para pessoas que não tinham visto Cats antes, a pergunta parecia ser E dizer que um gato não é... um cachorro É isso? Isso é o que Cats é? É isso que Cats era o tempo todo? E naquele dia a minha resposta era tipo "sim, isso é Cats, basicamente" O que você esperava?" E dizer que um gato não é... um cachorro
06:31
E se você me segue no Twitter, você sabe que eu passei grande parte do meu Dezembro e Janeiro obcecada com Cats: o filme, que era tão terrível como eu esperava, e por que? Até agora, honestamente, eu não poderia te dizer Macavity! Mas quanto mais tempo eu gastava em Cats e pensando sobre esse filme Eu tive que realmente confrontar essas perguntas. Não só do porquê eu fiquei tão vidrada nesse inquestionável desastre, mas também "Por que Cats? Como isso se tornou uma coisa?", porque o fato do filme e peça existirem, sem mencionar a popularidade do musical, é um pouco chocante. Eu fiquei tão fixada nisso que eu comecei um podcast em que eu explico musicais ao meu amigo que odeia musicais (mais informação na descrição) E é claro que o nosso episódio piloto foi todo sobre Cats, mas mesmo enquanto eu tentava explicar o que Cats consistia, eu meio que falhei porque a pergunta do "por que?" surgiu algumas vezes Miau Então isso nos leva à questão real que é... Quem gosta de Cats? Eu diria que crianças Eu diria que eu não sei, tipo eu não sei quem é o público alvo de Cats
07:35
porque eu não conheço ninguém que está pronto pra morrer por Cats Eu estou literalmente olhando pra alguém que está pronta pra morrer por Cats Não, não estou! Você pode negar o quanto quiser E eu não acho que consegui responder essa pergunta do "Por quê?" de maneira satisfatória e parte do motivo é e o erro de juntar o "porquê" da peça musical, que tem quase 40 anos de idade, como eu, e o "Porquê" do filme Eu entendo agora que esses "Por quê, Deus, Porquê"s tem respostas muito diferentes A primeira vez que eu vi o filme, eu fiquei tipo "Então, o que vocês esperavam? Isso é Cats" mas vou ter que me retratar dessa afirmação. Se estamos nos perguntando por quê isso aconteceu e comparando completamente isso com isso Não seja pretensioso! Então, meus amigos Jellicles, nós estamos fazendo as perguntas erradas. Por quê? Parte 1: 1981 Cats, o musical, é baseado na coleção de poemas intitulada "Livro de Gatos Práticos Do Velho Possum", escrita por TS Eliot e publicada em 1939. Como os poemas foram originalmente escritos para os pequenos afilhados de Eliot, a natureza deles
08:51
é leve e cômica, pequenos e extravagantes. O Sir Andrew Lloyd Webber não só cresceu com esse livro de poesias, ele simplesmente ama gatos. Hal, é sobre gatos. Só um grande fã de gatos, nada profundo, nada estranho, o homem só gosta de gatos. Mas Lloyd Webber não pensou na ideia de transformar "Gatos Práticos" em um show até o final dos anos 70. Um amigo perguntou se ele estava interessado em compor músicas baseadas em poesia, e um dia, enquanto Evita estava em ensaio, ele pensou nesse livro que a sua mãe lia para ele enquanto criança Minha mãe costumava ler os poemas para mim e eu sempre os amei, e eu guardei eles para mim por anos. Sempre pensei que havia algo neles que era muito musical, eu acho. Mas foi só depois de ter bebido e conversado com o produtor Cameron MacKintosh, em 1980, que Cats, a peça muscial. começou a se movimentar. Mas uma grande peça centrada na dança era uma era uma ideia audaciosa para o teatro musical na época. Cameron já era amigo da aclamada coreógrafa Gillian Lynne, que eventualmente faria a coreografia do show.
09:54
O homem era incrível quando fazíamos amor, mas eu o odiava. Mas conseguir os direitos da viúva de TS Eliot ou até encontrar um diretor Todos pensavam que tínhamos enlouquecido por fazer uma peça sobre gatos. Todos. Mas acontece que convencer a viúva do TS Eliot não foi tão díficil como pensavam. Depois de anos esquivando de pedidos para transformar o livro do Velho Possum em um filme de animação por empresas como a Disney - ela tinha medo que o Velho Possum se tornasse no o Ursinho Pooh ou algo assim - O Sir Excitado Lloyd Webber veio a ela com uma nova abordagem mais adulta. Então eu tomei coragem e disse à Valerie "E... e se eu dissesse que queria que fosse algo parecido com os Hot Gossip?" Ela disse que o Tom gostaria dessa ideia. Se você não está familiarizado com Hot Gossip, esse era o grande hit deles naquele tempo Eu perdi o meu coração pra um Starship Trooper No entanto, Hal Prince não estava disponível para dirigir essa peça Hal, é sobre gatos E depois de ter passado por numerosos diretores, Lloyd Webber e Mackintosh se contentaram com o diretor da Royal Shakespeare Company, Trevor Nunn, mas desde o início Lloyd Webber se deparou com o problema das pessoas não compreenderem.
11:01
Todos os gatos são Jellicles, veja, isso é claro em um dos poemas que não foram publicados. Todos os outros gatos são Jellicle também? Todos os gatos são gatos Jellicle, fundamentalmente. Veja, todos os cães são cães Pollicle e todos os gatos são gatos Jellicle. Cats é mais como um revue do que um musical tradicional movido pelo enredo, em questões de formato, o que não é uma surpresa, já que é baseado em uma coleção de poemas sem muito tecido conjuntivo além de toda a coisa dos gatos, mas foi o diretor Trevor Nunn que sugeriu dar um revestimento emocional ao show que o daria algum semblante de uma história O enredo, bem, se podemos dizer que ele tem algum, é similar ao show de 1975, A Chorus Line, na época o show que estava há mais tempo na Broadway, em que personagens revezam cantando, para ganhar uma competição e e o voto de simpatia vai para a senhora velha falida que está ansiando por outra oportunidade. Em Cats, ela é a Grizabella, a gata do glamour Uma Sally Bowles fedida com bigodes, e junto dela estão os outros aspirantes a gatos, com nomes como Mukustrap, o Rum Tum Tugger Skimbleshanks, o gato da ferrovia, Jennyanydots, a gata "Gumble", Asparagus, o gato do teatro Aintichief, o gato cancelado Nala, a gata empoderada
12:02
Fieri, o gato de Flavortown E assim por diante. E o sucesso de Cats não era, de jeito nenhum, algo garantido. A natureza ambiciosa do musical significava que poucos teatros estavam dispostos a arriscar hospedar a peça e no que eles eventualmente conseguiram, o New London Theatre, sofreu uma reforma massiva só para essa produção. O financiamento também era insuficiente e Lloyd Webber tinha acabado de fazer uma segunda hipoteca na sua sua casa só para completá-lo. Então Cats era, estranhamente, um projeto que Lloyd Webber arriscou tudo por e tudo isso antes do show poder ser considerado remotamente perto de terminado. O processo de escrita era um trabalho em desenvolvimento durante a pré-estreia até o momento da estreia, principalmente porque descobrir o tecido conjuntivo entre um monte de poemas não era exatamente uma prioridade ao Lloyd Webber, que só queria um monte de pessoas em laicra cantando sobre serem gatos. Hal, é sobre gatos. Agora, o Peke, mesmo as pessoas podendo dizer o que quiserem não é nenhum cão britânico, mas sim um pagão chinês Mas um grande problema era a falta de um pivô emocional, um showstopper, aquela balada emocional que é a peça-chave de todo musical. Cats não tinha uma e, além disso, não tinha
13:09
personagem que poderia cantá-la, e nenhum dos poemas excêntricos de Eliot poderia ser usado para esse tipo de balada Esse personagem veio na forma de um dos poemas não publicados de Eliot Grizabella, a gata do glamour, um poema sobre uma triste gata acabada, que Eliot cortou de sua coleção, já que era uma coleção para crianças, e ele considerou o poema triste demais. Era um poema que ele escreveu e pensou que era triste demais para crianças, e eu o consegui com a Valerie Eliot, que é a viúva do TS Eliot Então Grizabella, a gata do glamour, se transformou na música que servia como entrada da personagem. Grizabella, a gata do glamour Mas o que ela cantaria? Como compositor, Lloyd Webber às vezes escrevia uma música mas não tinha exatamente um lar para ela em qualquer show que ele estivesse trabalhando A música que ia se tornar "Memory", a melodia pelo menos, tinha sido escrita muitos anos antes, e estava basicamente guardada para uma ocasião como essa Havia uma melodia, mas não havia realmente nenhum poema de gatos que encaixasse então a letra foi inspirada por, mais do que retirada diretamente, de um dos poemas de Eliot que não fazia parte do Velho Possum, "Rhapsody on a Windy Night"
14:23
Eu digo inspirada por porque a letra passou por muitas versões, uma delas do antigo letrista e parceiro de escrita de Lloyd Webber, Tim Rice, que havia co-escrito com ele Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat, Jesus Christ Superstar e Evita Nessa época, Lloyd Webber e Rice já haviam brigado totalmente mesmo que nenhum dos dois tenha realmente explicado o porquê, mas Lloyd Webber pediu que ele desse uma olhada, Rice ficou tipo "tá", ele deu e depois ele ficou tipo "na verdade, não use as minhas letras", mas depois eles usaram a sua letra na pré-estreia e e ele ficou muito irritado e e ameaçou processar aquilo tudo. Eu realmente escrevi uma letra para "Memory" e entrou no show por algumas noites na pré-estreia E depois foi retirada e dada para um letrista escolhido pelo diretor. O diretor. Eventualmente foi o Nunn que encontrou a interpretação mais agradável para o poema e então Cats tinha a sua canção principal completa durante a pré-estreia e apesar de todas as baixas expectativas apesar da falta de enredo apesar da estranheza apesar da laicra, apesar do cabelo, apesar de tudo Em 1981 Cats estreou em Londres e ganhou o Olivier Awards, rapidamente indo
15:36
para a Broadway uns 18 meses depois, ganhando Tonys, inclusive de Melhor Musical mas, apesar do sucesso do show, os críticos não estavam super cativados por Cats Criticando o enredo mínimo, o ambiente esquisito, o foco na dança, que de acordo com a professora de teatro Allison McLemore, acadêmicos do teatro musical tendem a ter um viés contrário A lenda da Broadway Elaine Stritch simplesmente saiu do teatro Disse Stitch depois, "Eu simplesmente odiei cada minuto daquilo... os gatos passavam entre a audiência... Um deles veio para perto de mim Eu me lembro de olhar pra ele e dizer "não me toque". Isso é o quanto eu odiei essa peça." Mas, apesar dos seus adereços estranhos e espalhafatosos, praticamente vindos de Showtime after midnight e enredo totalmente confuso, Cats conseguiu o seu próprio exército de donas de casa, crianças de 12 anos solitárias e pervertidos, que os críticos nunca conseguiriam dissuadir É para todos, é para crianças, para adultos Eu já vi umas nove vezes agora e cada uma é sempre melhor que a última Eu gostei mais hoje do que quando assisti pela primeira vez, há 18 anos, quando estreou
16:45
É muito emocionante, sabe... há coisas diferentes acontecendo É muito emocional Citando um artigo do Guardian do inverno passado, "Não há mensagens políticas trabalhadas em Cats, só os prazeres de ver o Rum Tum Tugger rebolando durante coreografias de dança surreais" Cats é o melhor show que eu já vi! Maravilhoso, simplesmente maravilhoso. Cats também foi o mega musical blockbuster original No lado dos negócios, tudo que estava errado em Cats acabou sendo beneficial. Sem estrelas significava que mudanças de elenco não eram um problema A história rasa significava que turistas estrangeiros lucrativos não perdiam nada Nenhuma citação positiva do The Times? Bem, nós não precisamos disso. Nós temos esse poster incrível que só seria prejudicado por citações da crítica Minimalismo, baby Os atores também tradicionalmente interagem com a audiência, que, enquanto não foi muito divertido para a Elaine Stritch, ajuda a maioria das pessoasno teatro a se perder na falta de vergonha daquilo tudo Jellicles vão ao baile Jellicle Nostalgia também é um fator
17:48
Ao mesmo tempo que há fãs de Cats de todas as idades, os superfans costumam ter 40 anos ou mais e se lembrar das versões originais da West End e Broadway Outra parte do apelo do show é que há tantos personagens para as audiências se identificarem que o fato de ser tão estranho, tão removido da realidade, não é um problema, mas uma característica O mágico Sr. Mistofelees Presto! Na sua crítica para o New York Times de Cats, Frank Rich escreveu que, "apesar das sua falhas, a razão que as pessoas ficam desesperadas para ver Cats é que é um musical que transporta a audiência para um total mundo de fantasia que só poderia existir no teatro" Miau Rich adicionou uns 40 anos depois "Não é divertido ver um grande mágico na televisão, porque você tem efeitos especiais Há coisas no teatro que são muito difíceis de traduzir para o filme E de novo voltamos àquela pergunta do "mas por quê??" O que é um gato Jellicle? O que é um gato Jellicle? Por quê? Parte 2: 2019
19:06
O Steven Spielberg e a Amblin Entertainment queriam trabalhar com o Andrew Lloyd Webber em uma versão animada em 1989. A visão do Spielberg era se passar em uma Londres sombria pós Segunda Guerra Mundial e ter um tom um pouco Brechtiano, o que ok, a arte conceitual que foi lançada é bem legal, na verdade E como é o caso da maioria dos musicais, uma adaptação animada faz muito mais sentido do que o horror Nietzschiano que nós eventualmente recebemos mas no final, entre atrasos de produção, brigas sobre o roteiro e em como criar um enredo de verdade e o fracasso de outros filmes animados da Amblin como Um Conto Americano Fievel no Faroeste, os Dinossauros Voltaram e Balto o estúdio fechou em 1997 e acabou com todas as esperanças de uma versão animada acontecer Uma versão multi-câmera da peça foi filmada em 1998, diminuindo o musical e adicionando elementos como... raios da força... Então, isso deveria ser o suficiente, nós temos isso, não precisamos de um filme live-action e de todos os musicais para adaptar, faz todo o sentido Cats ter evitado a adaptação por tanto tempo, apesar da sua popularidade A Universal comprou os direitos de filmagem de Cats um pouco depois da produção da Amblin ter acabado, e meio que existiu nesse limbo
20:18
infernal de desenvolvimento desde que o Lloyd Webber meio que indicou que algo estava em produção em 2013, mas nós não vimos movimento até mais ou menos três anos depois. Então, o que aconteceu nesse tempo? Senhoras e senhores, esse é o momento que vocês estavam esperando Bem, o Greatest Showman veio e fez meio bilhão de dólares no mundo todo. Obviamente, eu não sou o Senhor Universal, mas podemos imaginar que o Sr. Universal viu o longo desenvolvimento do projeto de Cats e pensou "Ei, vamos acelerar isso e aí nós também vamos poder fazer meio bilhão de dólares, e enquanto estamos aqui, vamos chamar o último cara a ganhar um monte de Oscars por um musical, esse é o ticket para meio bilhão de dólares e Oscars Todos ganham. Então, parece que estamos pulando um passo aqui. Que uma adaptação de um musical de prestígio=Oscar Bait (isca de Oscar) de facto. Pela maior parte da história inicial dos prémios da Academia, musicais eram uma presença importante, mesmo que por nenhum outro motivo além de que, na época inicial de filmes, musicais eram uma grande proporção dos filmes que eram feitos, mas como nós cobrimos no episódio sobre roadshows O grande musical de estúdio meio que saiu da popularidade nos anos 60, dando espaço para um cinema mais experimental, mas depois tivemos alguns
21:21
grandes hits e, mais importante, grandes ganhadores de Oscar como Mary Poppins e A Noviça Rebelde. Então isso meio que criou uma nova ascensão e queda do musical como queridinho das premiações, mas também para o filme musical no geral. Depois de Hello Dolly ser um fracasso comercial e para a crítica, o musical de Hollywood estava meio que morto por um tempo. Então, depois tivemos filmes como Cabaret, que apesar de ser diferente dos musicais de grandes estúdios no geral, também ganhou um monte de Oscars, mas isso foi meio que o fim da era dos musicais como queridinhos do Oscar. Tivemos Greases, Your Little Shops... mas eles eram mais filmes de sessão da tarde, não eram isca de prêmios, e os musicais acabaram ficando mais para das animações. O próximo musical, depois de Cabaret e e All that Jazz, ambos dirigidos por Bob Fosse, a receber a nomeação a Melhor Filme foi a Bela e a Fera da Disney. Então, avançando para 2001, onde ainda estamos firmemente coma mentalidade de que musicais = filmes da sessão da tarde Moulin Rouge não foi criado para ser um filme de Oscar Foi feito pelo Baz Luhrmann, que tinha feito um monte de dinheiro com Romeu + Julieta E ele tinha um orçamento agora, então vamos deixar ele fazer o que quer. E Moulin Rouge
22:28
foi um sucesso ainda maior do que Romeu + Julieta Moulin Rouge estreou por volta do final de maio, mas, como Greatest Showman ele se sustentava muito bem e, no momento que chegaram as premiações, ainda estava nos cinemas, então a Fox ficou tipo "Hey, vamos fazer uma campanha For your consideration e Boom, Nomeação para Melhor Filme. Quem teria pensado?" Isso abriu espaço para o já em desenvolvimento Chicago, o próprio abastecido pelas campanhas "for your consideration" de desgate do Harvey Weinstein Não só Chicago ganha Melhor Filme, mas também cinco outros prêmios em 2003 O primeiro musical a ganhar Melhor Filme desde Oliver em 1968 Agora, duas coisas aqui Uma é que adaptações dos musicais do Andrew Lloyd Webber historicamente não tiveram os melhores resultados Tanto comercialmente como em questão a premiações Quer dizer, não me entenda mal, eles tentam O mais bem-sucedido até agora foi a adaptação de 1996 de Evita, estrelando Madonna e Antonio Banderas, que, apesar de não ter sido queridinho do Oscar, mesmo tendo ganhado Melhor Canção Original, ganhou um monte de Globos de Ouro, incluindo Melhor atriz para a Madonna e Melhor Filme Musical ou Comédia. E é claro, há o Fantasma da Ópera
23:51
que também foi lançado no meio da época de premiações, com altas esperanças eles também fizeram uma campanha agressiva e isso rendeu algumas nomeações para o Oscar, incluindo inacreditavelmente cinematografia Para saber mais sobre por que é terrível, assista ao vídeo que eu fiz sobre por que é terrível A segunda coisa é que Cats não é estruturado como um roteiro de Hollywood mesmo em relação a outras peças do Andrew Lloyd Webber, que tendem a ter, sabe, tipo, um enredo. Então imediatamente, mesmo em comparação a projetos como O Fantasma da Ópera ou Evita, com Cats eles já estavam começando em uma desvantagem enorme O que, eu suspeito, o Sr. Universal sabia o tempo todo, considerando o tempo que levou para tirarem Cats do inferno do desenvolvimento. Como você vai dar uma estrutura de filme de Hollywood para isso, enquanto, ao mesmo tempo, deixando reconhecidamente Cats? Eu posso dançar como ele dança também. Bem, aparentemente, você não o faz. Então, não foi só o sucesso incrível e inesperado de Greatest Showman, também foi quem dirigiu o filme e eu tenho absoluta, 100% de certeza que o Tom Hooper nunca se associaria com Cats, se a canção Memory não fosse a maior marca de Cats.
25:11
Ignorando a agressiva campanha da Universal para Les Misérables, filme que provou que musicais ainda podem ser queridinhos dos Oscars, mesmo nos 2010s, Muitos apontam a interpretação de Anne Hathaway em I Dreamed a Dream como a coisa que a rendeu uma vitória no Oscar. Se tornou realidade! Então, associar Hooper a Cats era uma escolha óbvia. Cats tem a grande balada vencedora de Oscar. Les Mis tem a grande balada vencedora de Oscar. É simplesmente alguma sinergia... Mas Les Miserables foi um prenúncio do que viria, e para toda decisão inacreditável que o Hooper tomou em Cats, os sinais de alerta estavam lá. Quando o filósofo e teórico de mídia Marshall McLuhan notadamente disse que o meio é a mensagem, o que ele quis dizer com isso? Simplisticamente, é a ideia de que você só pode receber uma ideia ou história através de um meio seja esse meio um poema, um romance, um filme, uma peça ou até somente o ato de falar Não é a ideia ou a história por si só que está sendo expressa, mas também o meio que está expressando-a. Logo, o meio deveria ser o foco do estudo. De acordo com a acadêmica de teatro Linda
26:34
Hutcheon, enquanto nenhum meio é inerentemente bom fazendo uma coisa e não outra cada meio, como cada gênero, tem diferentes modos de expressão e então pode focar em certas coisas melhor que outras. Vamos olhar para Les Miserables como um caso de estudo. Há o romance do Victor Hugo, Les Miserables Há a mini série da PBS, estrelando Dominic West e David Oyelowo e há o musical de Boublil e Schönberg. Três meios diferentes contando a mesma história, mas, devido a diferença de meio, cada um conta de uma maneira muito diferente. projetado primeiramente para encaixar ao seu respectivo meio. Então o que acontece muitas vezes é uma pessoa formada em um meio que de repente precisa descobrir como efetivamente fazer outro meio, e isso pode levar a alguma dissonância. Hooper: Eu acho que o que eu queria conseguir era uma combinação de realismo extremo, para que o filme pareça enraizado numa realidade visceral, mas também permitir uma certa elevação da realidade. Lindsay: nós vimos isso no Fantasma da Ópera dirigido pelo Joel Schumacher, em que há um monte de coisinhas que mostram que ele está tentando tornar isso menos como um musical, tipo fazendo eles falarem falas cantadas que não fazem sentido se forem
27:43
faladas cantadas Mas por quê é um segredo? O que temos para esconder? E depois ter o Butler gritando metade das falas ao invés de cantar. E isso, é claro, funciona nos dois sentidos Por que o Bloom vai para tão longe da câmera? The Producers, o filme de 2005, foi dirigido por Susan Stroman, que também dirigiu a peça da Broadway. The Producers mostra para nós o que acontece quando um diretor teatral não está confortável trabalhando no formato de filme. Pessoas que nunca viram a peça, mas viram o filme, uma adaptação que é fiel até demais, porque é basicamente só a peça, ficaram tipo é isso? Esse é o show mais aclamado, com mais Tonys? Mas a versão do filme é emblemática do quanto o meio importa, tanto que o que funcionou no palco e levou a que The Producers ganhasse a maior quantidade de Tonys de um musical, em uma única produção na história, simplesmente não traduziu para o filme. Citando o acadêmico de cinema Robert Stemmle, o filme claramente tem recursos que o palco nunca pode ter. O poder de um close-up que dá o micro drama do semblante humano e as trilhas sonoras separadas do filme que permitem falas, música e o non-vocals se misturarem. Linda Hutcheon adiciona "e quando sentamos quietos e parados
29:03
no escuro assistindo pessoas reais no palco, o nosso tipo de identificação é diferente de quando sentamos na frente de uma tela e temos a nossa realidade mediada por nós pela tecnologia. Então, o teatro ao vivo naturalmente requere bem mais suspensão da descrença do que o filme precisa. Você está na mesma sala que essas pessoas, você precisa aplaudir no final de cada número musical, você consegue ver o cenário, você pode ver que a neve não é real, os atores estão provavelmente pantomimando metade do cenário, que não está lá, mas o meio do filme funciona contra a necessária suspensão da descrença. E precisa ser ajustado através de estilismo. É por isso que musicais tendem a funcionar melhor em animações do que em filmes live-action, já que um filme de animação requere mais suspensão da descrença porque não é real, é um desenho Por que todo mundo tá cantando? Nós só temos uma canção nos nossos corações E então encaixa mais facilmente com os requerimentos de acreditar que esses personagens possam de repente começar a cantar. Como vocês sabem a letra toda? Vocês ensaiaram? Sim, toda terça. Você não viu os panfletos? Claro, diretores de cinema às vezes conseguem
30:12
descobrir como preencher essa lacuna graciosamente. Chicago vem à mente. Ele consegue funcionar com o realismo do tom, enquanto incorporando um enquadramento mais teatral, ao mesmo tempo fazendo funcionar na sua própria lógica interna. E às vezes, outros filmes musicais simplesmente não ligam para o quão realista ou não o enquadramento é E eles simplesmente não ligam pra isso. Os Mamma Mias são um bom exemplo. Não estão tentando ser alta arte, e tudo bem. Mas parte da tendência para o realismo em filme é que a Academia tende a premiar um estilo mais realista. Nem sempre, mas no geral. E para vocês aí que vão argumentar que o estilo do Tom Hooper é, na verdade, bem estranho, ângulos estranhos e um monte de espaço vazio com tijolos e papel de parede não torna um estilo de filme irrealista. Sim, Hooper usa muitas linguagens visuais inquietantes e vou entrar nisso em um minuto, mas isso não significa que firmeza e realismo não é, fundamentalmente, o que ele está tentando fazer, então além do desconforto estilístico com musicais no geral há também um incentivo para fazer o estilo visual mais realista. Então a sua inclinação para arrastar o meio do musical chutando e gritando
31:18
para o estilo de realismo preferido pelos Oscars, e era só uma questão de tempo antes dele escorregar no vale da estranheza Então, a tática com a linguagem visual de Les Mis foi, em parte, realismo, mas além disso, para fazê-lo parecer mais imediato e mais realista Hooper também escolheu filmar os atores enquanto cantavam, ao invés de usar a maneira mais tradicional de ter os atores cantando por playback Hooper foi a grandes distâncias para fazer a performance parecer mais autêntica Por gravar ao vivo, Tommy está nos permitindo a espontaneidade da atuação normal em filmes. E foi um ótimo artifício para vender aos eleitores da Academia, Então, o meio do teatro musical, que no caso de Les Mis e Cats requere que o elenco esteja cantando o tempo todo, já requere um grau muito maior de suspensão da descrença do que um filme, e não é só o realismo ativamente em guerra com as grandes emoções da música, também há close-ups extremos constantes por três horas em atores cantando músicas feitas para tocar para uma plateia Bem, ele fez isso. Les Mis é ruim, mas venceu alguns prêmios, então mesmo que
32:30
o maior impacto do filme são memes infinitos do Javert a fórmula, de acordo com a Universal, parece ser Tom Hooper + musical clássico amado = lucro, então foi assim que chegamos aqui. Vamos ver o que temos. Eu não sei o que eu esperava... Cats, mas torne-o realista Embora eu vá tentar encontrar justificativa, se não motivo para a versão em filme de Cats, há muitas escolhas desconcertantes que eu só posso atribuir à extravagância Hooperiana Desde Judi Dench abrindo as pernas em alegria pelo Gus, o gato do teatro, para a Jennifer Hudson passando a maior parte do seu tempo de tela com o seu rosto coberto de catarro, para o Macavity ter sido interpretado... da maneira que é Assustador Como conseguiram tornar o Idris Elba desagradável? Ei, vou fazer um dab O aspecto do filme que atraiu mais atenção, positiva e negativa, depois que o primeiro trailer estreou foi o puro vale da estranheza de tudo aquilo, que remete às tentativas do Hooper de trazer esse estranho show fantasioso de volta ao realismo. Disse o Hooper numa entrevista para o The Atlantic, "Eu queria manter ele preso ao momento presente. O que eu mais me orgulho é que você se sente com os pés no chão enquanto assiste. Não é
33:52
assim tão fantasioso. O que... É... É Cats, cara A culpa foi colocada na equipe de efeitos visuais, que Ninguém mais do nós entende a importância de bons efeitos visuais Ok, vamos falar sobre isso por um momento. Nós usamos tecnologia de pelos digitais para criar o pelo mais perfeito possível Então, Hooper queria que o filme fosse realista e não fantasioso, e parte disso foi ele querer que os atores não ficassem entravados e que gravassem em cenários práticos com escalas estranhas, então ele decidiu que não deveriam usar roupas de captura de movimento, mesmo que as roupas que eles acabaram usando fosse tão rídicula quanto alegadamente, e isso é um boato, ninguém foi gravado dizendo isso, Hooper não queria que os seus atores ficassem distraídos ou incomodados com as roupas mocap, então todo o pelo digital teve que ser feito manualmente, o que não só aumentou muito o orçamento de pós-produção, massivamente aumentou o trabalho necessário para terminá-lo. Mas depois que o trailer foi lançado, e de novo, alegadamente, é um boato, mas
35:02
o Sr. Universal meio que entrou em pânico e cortou os fundos que iam para a pós-produção, e é, em parte, por isso que há essas cenas que parecem, bem, meio ruins, e por isso que há essas caras flutuando e porquê há essas cenas que não estão nem terminadas. Então quando você ouve histórias de terror sobre a equipe de efeitos especiais de Cats estarem subfinanciados e sobrecarregados, alegadamente de novo, ninguém discutiu isso publicamente em qualquer tipo de detalhe porque eles não querem perder o emprego, então isso é tudo rumores - este é o resultado Então, o pelo digital feito manualmente por rotoscopia, o orçamento pela metade, insistência bizarra do Hooper em fazer mudanças de última hora, em parte nos levam aqui, mas mesmo se tivesse tido o tempo e dinheiro necessário, isso poderia ter funcionado visualmente, funcionado para as audiências? Provavelmente não A dedicação do Hooper em fazer o filme parecer realista ricocheteou horrivelmente, não importa quanto tempo a equipe de efeitos teve, essas decisões tiveram origem na tentativa de preencher essa lacuna de realismo, tanto que alguns elementos são de algum jeito, tanto pensado demais e não pensado o suficiente, ao mesmo tempo que
36:07
o animal titular do filme é tanto mais literal e bem mais denso, nós também temos que nos perguntar se alguma dessas pessoas já viu um gato na vida O filme adiciona muito mais coisas literais de gatos, coisas que não estão na peça, como as suas orelhas mexem enquanto eles engatinham de quatro, eles lambem coisas e dizem meow meow meow A coreografia da Gillian Lin na peça é mais feita para evocar a ideia de um gato, não uma imitação literal de um gato, mas cá estamos, nem 10 minutos do filme passaram e já tem piadas sobre lamber virilhas E tudo isso junto cria um problema de suspensão de descrença que não existe no musical. Por exemplo, não há humanos no musical, mas lá eles estão no ínicio do filme, nós os vemos antes de ver qualquer gato. Humanos com corpos humanos jogando fora uma gatinha num saco, que também tem um corpo humano. Mas como em Les Mis, Hooper não parece confortável ou particularmente interessado no meio dos musicais. A quebra da quarta parede, por exemplo, muito comum em musicais
37:16
Nós vemos isso nessa cena de Les Mis, que, no musical, Gavroche está falando com a plateia Mas não podemos ter isso então no filme, ele fala com um cara rico aleatório Mas depois, na fala seguinte ele se dirige à audiência de qualquer jeito, então... Cats, o musical, quebra a quarta parede muito mais do Les Mis. Os gatos se dirigem à audiência, eles explicam coisas para a audiência, eles interagem fisicamente com a audiência mas isso não pode acontecer no filme, então eles resolvem isso criando a Victoria, peixe fora d'água eles explicam isso dos jellicles pra ela ao invés da audiência, então cortando essa cena Eu estou vendo com os meus próprios olhos um homem que nunca ouviu falar de um gato Jellicle? Nos diz que quebra da quarta parede é algo que não acontece nesse filme, o que ok é um filme, não uma peça. Então eles continuam com essa mudança pelo filme todo até o final, quando eles fazem a Dench dirigir-se à audiência tipo por 5 minutos seguidos Vocês ouviram falar de diversos tipos de gatos não precisamos de nenhum intérprete para entender
38:39
que gatos são muito como você você nos viu tanto os nossos hábitos e habitat, mas como você... ...Então, primeiro, a sua memória, e dizer que um gato não é um cachorro... ...com gatos, alguns dizem que uma regra é... ...um gato vai se dignar a te tratar... são falados para mim mesma, eu não... Oh, gato Um gato vai se dignar a te tratar... seu prato de creme... e você talvez agora, ou com o tempo você vai chegar ao seu objetivo, e chamar-lhe pelo seu Adaptações cinematográficas tendem a mudar arranjos de músicas, o que, de novo, é ok, mas em Cats, só parece que o Hooper o fez
39:48
porque estava entediado com elas. The Rum Tum Tugger é um dos números mais cheios de energia do musical, e Derulo fez um Rum Tum Tugger muito bom, na verdade exceto por esse sotaque... Então, por que Deus eles ficam interrompendo esse número para mostrar o improviso ruim da Rebel Wilson? Você acha que ele acabou de ser castrado? Essas notas são bem agudas E na próxima cena, interrompem Bustopher Jones para mais besteiras da Rebel Wilson De qualquer forma, de volta para a música Mesmo durante Skimbleshanks, o melhor número do filme um rato grita "Gatos!" tipo, sim, é isso que estamos assistindo. Essas coisas não seriam tão ruins por si só, exceto pelo fato de que não adicionam nada no filme É tipo como se ele estivesse quebrando os números musicais porque ele acha que eles são chatos demais para se sustentarem por si só, sem haver algo interrompendo eu posso dançar como ele dança também O desconforto/desinteresse do cineasta com o material vai além do meio dos musicais e a peça que eles estão adaptando por si só. Há uma patente rejeição a qualquer coisa não-heteronormativa que é bem clara para quem está familiarizado com a peça. Há muito "no homo" nesse filme
41:04
sim, deus me livre que esse cara seja visto como qualquer coisa além de um homem másculo super hétero. É muitas vezes indicado no musical que Mistoffelees e Rum Tum Tugger têm algo a mais ali O Rum Tum Tugger é um chato... E não podemos ter isso então os dois têm o seu momento no homo com a Victoria e Mistoffelees tem a sua na forma de todo um sub-enredo Com todos os trocadilhos de gatos terríveis e figuras de linguagem que adicionaram no filme, estou surpresa que não adicionaram nada sobre como o Rum Tum Tugger ama gatinhas Gatos heterossexuais gatos heterossexuais, gatos heterossexuais Mas se há uma cena que sempre estava condenada à, ou o fracasso, ou o sucesso absurdo, dependendo da maneira que você olha pra ela em qualquer coisa live-action e remotamente realista, a sequência do Old Gumbie Cat em que ouvimos falar do titular Gumbie Cat que fica deitado por aí o dia todo, mas à noite ensina aos ratos e outros vermes a, vocês sabem, serem membros honestos da sociedade. O show faz isso com pantomimas e adereços que são tipo lixo do lixão que os gatos estão, feitos para parecer, você sabe,
42:28
ratos. Há diversas vezes na peça que os gatos pantomimam outros animais e objetos tipo ratos e cachorros e baratas e trenzinhos, se apropriando do lixo e transformando em adereços e coisas do tipo Eles poderiam ter feito isso, mas realismo Então, o que recebemos foi isso E só fica piorando e ficando mais e mais horripilante Eu não consigo nem comentar isso. Exceto que... Meu Deus, por quê eles deram caras de crianças para os ratos? Dar um enredo à coisa sem enredo A partir do momento que o trailer saiu, a minha maior pergunta era como eles iam tentar dar a Cats a forma de um filme de Hollywood? Eu meio que esperava, no fundo, que eles seriam mais espertos que isso e simplesmente não se importariam com isso tipo eles manteriam as suas características e fariam uma coisa desarticulada como Fantasia, mas wow como eles foram pra uma direção totalmente diferente! Estruturar um filme com não só um enredo do musical em esteróides mas dois. O primeiro é a enormemente expandida parte da Victoria, que agora é
44:03
um protagonista, e linha emocional da Grizabella. Uma gata com um breve solo de dança na peça e nenhuma música, o filme dá a ela uma narrativa de pequena órfã abandonada no mundo dos gatos Jellicle e tira esse momento da peça e faz disso toda a conexão emocional do filme e eu não estou dizendo que isso foi feito de maneira graciosa na peça, mas o filme tenta reforçar isso e fazendo isso, revela a fraqueza da coisa toda. É distantemente indicado na peça mas é dito diretamente no filme Por quê a Grizabella é excluída pelos outros gatos? Quem era ela? Ela costumava ser uma estrela E depois ela foi com o Macavity Macavity! Tentar dar um pouco mais de lógica à sua história não é a coisa mais contra-intuitiva do mundo, mas entra em conflito com a outra grande mudança que fizeram: Macavity. Macavity é tipo um obstáculo que aparece pelo fim da peça tipo anteriormente alguns gatos riem enquanto ouvem sobre ele, e depois ele aparece e sequestra o velho Deuteronomy, eles imediatamente resolvem e ninguém fala sobre isso de novo
45:10
e de novo, não estou dizendo que isso é bom, é sem dúvidas fraco e Macavity não é exatamente um antagonista, é mais uma coisa que acontece. A tensão da história (se podemos dizer que há uma) é a questão de quem pode morrer. Quem vai morrer da maneira boa? Macavity na peça não liga muito pra isso, mas no filme Estou determinado a ganhar e eu prefiro a minha competição acorrentada. Wow, é o seu objetivo de vida esse heavyside layer. Por quê? porque sim. E então, como se isso já não fosse terrível o suficiente Ok, o Macavity é da cor do Idris Elba. Tipo ele não poderiam fazer ele ser um gato preto ou... dar a ele listras ou algo assim? Eu entendo que seria problemático mas eu não... eu não acho que a única alternativa é mergulhar de cabeça no vale da estranheza, criando um gato que é da cor da pele humana, o que por si só é meio revelador, tipo imagina se um dos atores brancos tivesse o mesmo tratamento, e fosse só um gato da cor da pele humana, eles não teriam visto o quão estranho e absurdo isso é?
46:31
Então a função do Macavity no filme é remover os outros gatos da competição para que ele seja a escolha jellicle, apesar do fato de que ele parece estar se saindo muito bem na vida, mas tanto faz, ele quer uma nova. Macavity também serve o duplo propósito de retirar as celebridades que queriam estar no filme, mas não queriam estar no set por mais de três dias. Então ele leva os seus gatos celebridades sequestrados e também Skimbleshanks para um barco que é comandado pelo Ray Winstone que também é um gato E apesar dos poderes mágicos do Macavity, a partir do momento que eles, sei lá, se cansam de ficar amarrados com um grande corrente, eles facilmente escapam, eles voltam justo à tempo de Memory e isso acontece De qualquer forma... então a Grizabella aparece no final depois de toda a briga do barco É tipo, bem, o filme já teve o seu climax, nós conseguimos trazer o Old Dute de volta, por que aindaa estamos aqui? Ah é, o heavyside layer, o grande climax fazendo o sub-enredo do Macavity um foco leva a que a resolução do sub-enredo tenha um tempo de tela muito maior e envolvendo muito mais personagens e dá a sensação de ser o climax do filme, mas não. Memory é o climax.
47:43
Então o filme cria um novo climax no barco enquanto mantém o original. A Jennifer Hudson canta tão bem que tipo Eu nunca assisti essa cena sem me arrepiar tipo o arranjo e a mixagem são tão bons que até nas duass sessões turbulentas que eu fui, a audiência reverentemente escuta essa parte. O enredo sempre foi raso e frágil e foi feito para ser assim, mas o filme não faz ele ser menos inconsistente, só cria mais dele, e mais besteira que o filme se obriga a explicar, porque nós nos comprometemos ao estilo de realismo e lógica mas, em última análise, se você quer fazer a pergunta do "por quê Cats é da maneira que é?", Cats é a história da arrogância, arrogância das premiações, arrogância das celebridades, arrogância do diretor, só a velha arrogância Como em Les Mis, eles queriam um elenco all-star, mas Cats é horrível para adaptar para grandes estrelas porque, diferente de Les Mis, ele requere que o elenco esteja no palco o tempo todo, diferente de Les Mis, que você pode ter a Anne Hathaway para os seus 20 minutos de tempo de tela ganhador de prêmios e depois
48:59
ela não aparece pro resto do filme. Cats não foi feito dessa maneira. Você é ou um gato que tem um solo ou um gato que está no ensemble, mas você fica no palco basicamente o tempo todo. A maioria das músicas não são gatos cantando sobre si mesmos, mas outros gatos cantando. O filme muda isso, com eles metade do tempo só cantando sobre si mesmos. Gus é o gato na porta do teatro Gus, o gato do teatro, Bustopher Jones e, especialmente, o Old Gumbie Cat vem à mente porque são canções que foram mudadas para dar mais tempo de tela às estrelas porque eles certamente não mudaram nada porque o arranjo era melhor e wow eles ferraram mesmo com o Old Gumpy Cat ao dar essa música pra Rebel Wilson, que, além de não ser uma boa cantora, também destrói a harmonia de três cantores. Porque se queremos a Rebel Wilson nesse filme por 20 minutos, ela precisa de um solo... Ou no caso do Macavity Eles pegam um dueto e transformam num solo porque a Taylor Swift não vai dividir o palco, meus amigos. Então, o que fazemos com um monte de celebridades que querem os seus solos e querem estar no filme, porque tem o cara dos prêmios associado, então vai
50:29
ganhar prêmios, mas não querem, você sabe, estar no set por mais do que tipo três dias? O Corden tem o seu talk show, Taylor está em tour, não queremos estar aqui por mais de três dias, bem, e que tal se o Macavity sequestrar as estrelas? Isso não só resolve o nosso problema de não haver uma ameaça ou tensão, também significa que temos uma razão boa e sólida do porquê dessas pessoas não estarem no background quando não são o centro das atenções. Então agora não só temos uma razão preguiçosa para não tirarem as celebridades, que não querem fazer parte do fundo, fora do filme, nós também pioramos o filme! Vai, time!... E nenhum musical feito pra premiações estaria completo sem a música nova desnecessária. Essa é chamada Beautiful Ghosts. Foi co-escrita pela Taylor Swift e o Andrew Lloyd Webber. Você não pode escrever uma letra moderna para se você não consegue ter TS Eliot... E ele, como todos os números musicais adicionados a filmes para ganhar prêmios, é completamente desnecessário
51:38
e mói o filme mais do que já estava. Se a Francesca Hayward parece meio incerta, é porque ela realmente não conhece a música, porque ela foi terminada no próprio dia da gravação Nós estávamos nos apressando tínhamos escrito tipo no dia anterior, eu entrei e nós terminamos a música tipo uma ou duas horas antes de gravarem. Taylor Swift aqui olhando pra Lady Gaga ganhadora de Oscar tipo hmmm Eu quero isso. Um passo mais perto dos EGOT. E ela cantando nos conseguiu uma indicação ao Globo de Ouro. Então o que vai ser o fim de Cats? Vamos ter um monte de imitãos de cats? Cats vai ser o Sharknado dos musicais? Bem, eu dúvido. Primeiro que Cats é único. Foi uma massiva perda e, apesar do fato de que provavelmente vai ser o novo queridinho das sessões da meia noite como Rocky Horror e The Room, com os seus seguidores cults Esses não são os passos que qualquer outro estúdio vá querer seguir, mas eu tenho ouvido muita preocupação que isso pode ser o fim dos filmes musicais. Num artigo do
52:54
Entertainment Weekly, o fã de teatro conflitado Mark Snedeker escreveu "Eu tenho medo de que uma turbulência similar ao que aconteceu nos anos 80 aconteça porque Cats é, no fundo, um musical que confirma às pessoas que odeiam musicais o porquê deles odiarem musicais mas apesar de não termos pedido por aquilo, mesmo não sermos responsáveis por, mesmo não precisando responder por isso, eu acredito que fãs de teatro não devem abandonar Cats porque não importa o quão odiamos Cats, não podemos negar que nos importamos com ele. Você se importa E aqui está o ponto Alguns musicais, não todos mas a maioria, requerem algum meio visual que mescla com a maneira que o musical em si é construído. Les Miserables foi construído para o palco, Cats foi construído para o palco, essa é a coisa com o teatro, especialmente em uma peça como Hamilton que basicamente não não tem adereços, ou um cenário, é feito para que a audiência tenha que imaginar o que está acontecendo na história. Superar esta suspensão da descrença é uma parte essencial do design desse meio que, de uma maneira que não acontece nos filmes. Mas o seu
54:02
tradicional filme Oscar bait não permite isso, filmes Oscar bait demandam realismo visual e é muito raro algo ser premiado por ser estilístico. Acontece, mas a Academia prefere o seu realismo duro , é simplesmente como as coisas são. Para essa ideia de que vai haver uma repecussão contra filmes musicais, que Cats talvez seja o fim de Hollywood levar musicais a sério a isso eu digo: que bom. Adeus, Tom Hooper, e a porcaria dos seus musicais award bait Musical popular sendo adaptado para o filme porque Oscar bait é uma doença A única maneira que filmes como esse funcionam é pela hiper estilização como filmes decentes tipo Moulin Rouge ou Chicago, ou através de animações, que podem representar o irrealismo mágico inerente ao meio dos musicais. Mas realismo duro? Oscar bait? Não, obrigada. Tipo eu amo Hamilton, mas Hamilton o filme? Eu vou matar os seus amigos e família *pausa para a risada da plateia* Por favor, não. Sim, eu vou alegremente assistir a gravação ao vivo, que vocês gravaram cinco anos atrás mas só vão lançar ano que vem, eu aceito isso.
55:07
Mas musicais Oscar Bait? Adaptação só pela adaptação. Deixe-o queimar. O teatro musical está meio que numa nova era de ouro agora, está indo muito bem e não precisa de aprovação de Hollywood. Não precisamos de adaptações de musicais para filmes só porque sim. Só porque é reconhecimento de marca, só porque Chicago ganhou um monte de Oscars. Então se Cats marcar a demarcação em que musicais não vão ser mais adaptados para o cinema Excelente Eu não quero Hadestown o filme, super não quero um filme de Hamilton Se você assistir qualquer uma dessas animações amadoras no youtube, eu te prometo que eles funcionam bem melhor do que qualquer coisa que o Tom Hooper já fez. Então, obrigada, Cats. Obrigada por não só ser a verdadeira encarnação do terror moderno Um monumento à arrogância de celebridades mas também por acabar com essa besteira de adaptações ruins de musicais com campanhas for your consideration agressivas e sonhos de Oscar. Wow, nós não precisamos disso. Só salvem todos nós de muita dor e dinheiro e só filmem a coisa
56:10
Cats 98 sempre vai estar aqui, mas Cats 2019 é um conto preventivo de um tipo totalmente diferente. Alguém está fumando ali, algo que nós gatos nunca faríamos, enchendo o seu pulmão com densa fumaça escura, que coisa mais nojenta de se fazer! Gatos têm nove vidas, com oito sobrando, humanos têm uma, sem nenhuma para trocar, por quê eles fumam? Por quê eles não ligam? Humanos são inteligentes, mas gatos são mais Ouçam os gatos, homens e mulheres, tomem conta dos seus pulmões, vocês são só humanos Associação Americana do Pulmão Coloquem cintos de segurança neles! Ninguém quer que uma criança se torne uma memória.

DOWNLOAD SUBTITLES: