TAOISM | The Power of Letting Go

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Language: Portuguese

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O domínio do mundo é alcançado ao permitir que as coisas sigam seu curso natural. Você não pode dominar o mundo mudando o caminho natural. Lao Tzu Nossa civilização está em um estado de permanente luta, no qual o controle parece ser a maior virtude. Não precisamos procurar muito para observar isso: no local de trabalho, por exemplo, os funcionários são cada vez mais controlados e supervisionados, especialmente agora que temos a tecnologia para fazê-lo. E os governos se esforçam para rastrear seus cidadãos, seja através da supervisão de câmeras ou do chamado "sistema de crédito social". Ironicamente, o último é uma invenção chinesa, que vai totalmente contra uma filosofia que emergiu do mesmo solo: O Taoísmo Ao contrário de uma sociedade obcecada por controle, o taoísmo gira em torno do "desapego" e de "seguir o fluxo". À primeira vista, o ato de "desapegar" pode parecer uma forma de fraqueza. Mas, de acordo com os taoístas, por um entendimento correto de como o universo funciona,
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podemos abordar a vida de maneira mais inteligente, mais eficiente e seguir o fluxo, em vez de nadar contra ele. Portanto, o poder do desapego é uma forma de força baseada na sofisticação e não na força. O Poder do Desapego O Tao Te Ching, a principal escritura taoísta, foi escrita por um sábio misterioso chamado Lao Tzu. Existem inúmeras maneiras pelas quais podemos interpretar esse texto. Uma maneira é vê-lo como um guia para um governador. O que caracteriza as passagens do Tao Te Ching em relação à governança é que Lao Tzu enfatiza governar por "não governar", pois ele comparou governar um país com a fritura de um peixe pequeno: muita cutucada estraga a carne. Ele argumentou que quando um governante aperta seu controle sobre as pessoas, todos os tipos de efeitos colaterais negativos ocorrem. Vemos que as pessoas ficam desconfiadas umas das outras quando o governo é muito paternalista,
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e quando é muito intrusivo, as pessoas se rebelam. Mas quando um líder é discreto e age com integridade, as pessoas se tornam completas, pois recebem espaço para evoluir naturalmente. É claro que o Lao Tzu favorece uma forma passiva de governança, que não se aplica apenas à governação de um estado, mas também à governança de nós mesmos. Porque deixar as coisas acontecerem é a chave para deixar a natureza fazer o trabalho, que se aplica a qualquer nível. Neste vídeo, gostaria de mostrar várias maneiras pelas quais o taoísmo nos mostra o poder de deixar acontecer. O primeiro é a arte de ... (1) Não fazer O conceito taoísta de Wu Wei pode ser explicado como "ação de esforço", ou o chamado "estado de fluxo", mas também como "não fazer" ou "saber quando agir e quando não". Quando olhamos criticamente para nós mesmos, vemos que a necessidade de controle prevalece em muitas áreas da vida. Sentimos a necessidade de controlar nossos animais de estimação, nossos filhos, nossos jardins, nossos videogames, [em alguns casos] nossos parceiros
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e acima de tudo, o nosso futuro. Agora, o controle nem sempre é uma coisa ruim. Para sobreviver, precisamos exercer nossa influência sobre o meio ambiente até certo ponto. Especialmente o autocontrole pode nos levar a uma direção positiva. Sem controle, a civilização humana provavelmente nunca teria ocorrido. Mas muito disso não nos leva a lugar algum. Parece que subestimamos sistematicamente as influências naturais que estão na base de nossas vidas diárias. Não podemos controlar tudo, e muitas coisas acontecem quando paramos de controlá-las. Vamos pegar uma árvore, por exemplo. Podemos plantá-la, podemos regá-la, podemos adicionar um pouco de fertilizante e garantir que ele seja exposto à luz solar suficiente. Mas qualquer outra intervenção danificaria o processo, porque interrompemos a natureza de fazer seu trabalho. Outro exemplo é a atração. O primeiro passo para atrair alguém é simplesmente nos mostrar, para que a pessoa que queremos atrair saiba que existimos.
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Então, a atração acontece ou não. Quando acontece a atração, pode-se facilmente estraga-la, tomando muita ação. A atração é um fenômeno natural que está além do nosso controle. Não é possível força-la. Em vez disso, tem que crescer ou entrar em erupção espontaneamente. E há apenas uma maneira de deixar a semente da atração crescer em uma linda árvore; que é não intervir, além da rega-la ocasionalmente. O silêncio faz o coração crescer mais afeiçoado. É por isso que "deixar acontecer" é vital nos relacionamentos. Porque, deixando acontecer, damos espaço para as forças do universo se desdobrarem. Depois de uma briga, por exemplo. a raiva naturalmente se acaba. E quando a confiança é violada, não se pode impor a restauração: ela precisa voltar a crescer naturalmente. Então, deixar acontecer faz a diferença entre controlar e permitir. O segundo é ... (2) Aceite a mudança. Os taoístas estavam muito conscientes de que a vida se desdobra em um movimento constante entre opostos:
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entre alto e baixo, claro e escuro, yin e yang. Não há muito que possamos fazer sobre isso, e a maneira mais eficiente de viver é simplesmente seguir as ondas da existência. O fluxo da vida e suas transformações são inevitáveis. No entanto, vemos tantas pessoas agarradas às circunstâncias. Na metáfora da corrente do rio, eles se apegam firmemente a um galho ou rocha, com medo de deixar ir, porque querem controle completo sobre sua posição. Eles simplesmente não confiam no universo. E a consequência disso é um estilo de vida rígido. Eles vêem a vida passando por eles, incluindo muitas oportunidades de mudanças positivas, e perdem muita diversão. Como escreveu Lao Tzu no Tao Te Ching, abre aspas: Os vivos são macios e produtivos; os mortos são rígidos e rígidos. As plantas vivas são flexíveis e macias; os mortos são quebradiços e secos. Fecha aspas. Há também quem nada contra a corrente. Eles são os maiores desperdiçadores de energia de todos.
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Talvez eles vejam honra e virtude ao assumir uma posição extremamente desagradável na vida. Mas exercitar uma resistência constante à forma como o universo se desenrola, não é uma maneira muito eficiente de se viver, e provavelmente o torna cansado e infeliz. Essa não aceitação de "como as coisas são" também é a causa de pessoas lutando contra si mesmas. Por causa de certas expectativas da sociedade, as pessoas se envolvem em uma batalha contra sua natureza inerente, em vez de fluir junto com os atributos que a natureza lhes deu. Poderíamos dizer: "Siga sua força, em vez de tentar reparar sua fraqueza". Aceitar a mudança também se aplica à inutilidade e utilidade. O filósofo taoísta Zhuangzi observou que a utilidade depende das circunstâncias, como ele contou sobre um comerciante que tentava vender camisas para uma tribo cujos membros estavam cobertos de tatuagens, e sempre os exibia andando sem camisa. Para eles, camisas são inúteis.
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Mas para nós, pelo menos para a maioria, elas não são inúteis. Inutilidade e utilidade são relativas e não devem ser tratadas com rigidez. Quando você mora em Nova York, por exemplo, ter um carro é menos útil do que quando você mora em algum lugar do interior, onde a próxima vila fica a 50km de distância. Portanto, devemos estar dispostos a deixar de lado as coisas que são inúteis em uma situação e adotar o que é útil. É assim que fazemos da mudança um aliado, e não inimigo. O terceiro é ... (3) Não focar nos resultados. Comparáveis aos estóicos, os taoístas observaram que o foco em resultados futuros tem um efeito negativo sobre nós. Focar demais no futuro nos deixa ansiosos. Nossos esforços atuais são alimentados por um desejo de um resultado incontrolável, e quanto mais desejamos isso, menos valorizamos a única coisa que temos, que é o momento presente. Zhuangzi vai um passo além, dizendo que, quanto mais valorizamos algo externo, pior é o desempenho no presente.
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Ele nos fala sobre um arqueiro que perde sua capacidade de atirar quando se concentra demais no prêmio. Abre aspas: Aquele que luta por um pedaço de barro oferece toda a sua habilidade. Se o prêmio for uma fivela de bronze, ele atira timormente; se é para uma peça de ouro, ele atira como se fosse cego. A habilidade do arqueiro é a mesma em todos os casos; mas (nos dois últimos casos) ele está sob a influência da solicitude e considera o prêmio externo o mais importante. Todos que atribuem importância ao que é externo mostram estupidez em si mesmos. Fecha aspas. Agora, isso não significa que as pessoas que querem coisas externas são estúpidas. Isso significa que, quando nossas mentes estão no futuro, nos paralisamos no presente. Esse princípio está na base do "estado do fluxo" que vemos em atividades como esportes, arte e dança. Quando experimentamos esse estado de fluxo, estamos tão imersos na tarefa em questão, que esquecemos completamente o futuro.
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É como se a dança se dançasse. O último é ... (4) Soltar o excesso. Em uma sociedade em que o status é uma preocupação fundamental, todos querem estar no topo. Não porque seja necessariamente o melhor lugar para estar, mas porque decidimos coletivamente que o status alto é preferível e o status baixo é horrível. Isso também vem com uma busca coletiva do primeiro e uma aversão coletiva ao segundo. Mas as árvores mais altas capturam mais vento. E quando estamos no topo, é preciso um esforço enorme para permanecer lá, porque todo mundo quer assumir sua posição. É estressante se comparado às regiões mais baixas, nas quais se vive mais privadamente, com menos concorrência, menos inimigos e em geral, menos esforço. O outro extremo, no entanto, é um lugar de privação. Se buscarmos deliberadamente o fundo absoluto, nos tornaremos ascetas. Embora de uma maneira diferente, ainda haja um forte apego; o apego à privação.
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A pergunta que podemos fazer é: do que realmente precisamos? Zhuangzi observou que um pássaro que nidifica na floresta, não quer mais que um galho. E que um rato que bebe da lagoa, bebe não mais que uma barriga. Portanto, se almejamos o que precisamos e deixamos o excesso de lado, impedimos que os bens se tornem nossa prisão, o que nos permite viajar com pouca bagagem. Epicurus observou que as necessidades básicas da vida são fáceis de encontrar e que viver moderadamente é a chave da felicidade. É um caminho fácil e sustentável. Como escreveu Lao Tzu: "Quem usa moderação já está no caminho do Tao". Fecha aspas. Quando paramos de lutar, damos espaço para a natureza se desdobrar. Confiando no universo e aceitando que em sua constante mudança mora a oportunidade de se tornar solto e flexível, em vez de rígido e quebradiço. O poder do desapego significa que flutuamos ao longo do córrego,
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sem agarrar em pedras e galhos, e que assim diminuímos o peso morto, para que possamos navegar pela vida com o mínimo esforço. Obrigado por assistir.

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